Paralimpíadas: Brasil comemora a melhor campanha de todos os tempos

Carol Santiago da classe S12 (atletas com baixa visão) conquistou quatro medalhas no individual (três ouro e um bronze) e a prata no revezamento 4x100m - Crédito foto: Ale Cabral/CPB

A delegação brasileira fez história nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, no Japão, e conquistou a sua melhor participação em todas as edições do maior evento esportivo para atletas com necessidades especiais (físicas e mentais).

A representação brasileira esteve formada por 259 atletas (incluindo atletas-guia, calheiros, goleiros e timoneiro), comissão técnica, médicos e o pessoal administrativo, o que totalizou 435 pessoas. Eles foram os responsáveis por registrar o nome do Brasil no grupo de elite do movimento paralímpico, levando o país ao sétimo lugar no quadro geral de medalhas, com 72 no total, sendo 22 de ouro, 20 de prata e 30 de bronze.

Com a conquista das 22 medalhas de ouro, o Brasil ultrapassou o recorde anterior de 21 douradas, alcançado na edição dos Jogos Paralímpicos de Londres/2012. Com os 72 pódios, o Brasil igualou a marca registrada nos Jogos do Rio/2016.    

Entre as modalidades responsáveis pelo feito histórico da delegação brasileira está o atletismo, responsável por 28 medalhas no total (oito de ouro, nove de prata e 11 de bronze). A natação fez bonito nas piscinas de Tóquio e obteve seu melhor desempenho: 23 no total (oito de ouro, cinco de prata e 10 de bronze).

O país também alcançou bons resultados com a canoagem em Tóquio, obtendo três medalhas; ouro para Fernando Rufino nos 200m da classe VL2, prata para Luís Carlos Cardoso nos 200m da KL1 e prata para Giovane de Paula nos 200m da VL3.

O Brasil conquistou medalhas de ouro inéditas no halterofilismo com Mariana D´Andrea na categoria até 73kg e no judô com Alana Maldonado, na categoria até 70 kg, que foi a primeira mulher brasileira a ser campeã na modalidade.  A seleção brasileira masculina de goalball trouxe a primeira medalha de ouro após a vitória na final contra a China pelo placar de 7 a 2.

Na primeira participação do parataekwondo nos Jogos Paralímpicos, o Brasil ficou com o ouro com Nathan Torquato, uma medalha de prata com Débora Menezes e um bronze para Silvana Fernandes.

Em nenhuma outra edição os Jogos Paralímpicos, o Brasil contou com um número tão expressivo de mulheres, de atletas jovens e de atletas de classes baixas (atletas com deficiências mais severas).

Edilson Morais

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