Parceria de R$ 40 mi traz centro de pesquisa avançada à Esalq

Representantes de todos os parceiros e autoridades locais participaram do lançamento. (Crédito: Claudinho Coradini/JP)

Um centro avançado de pesquisas que visa levar mais sustentabilidade para agricultura brasileira por meio do controle biológico de pragas e doenças. Este é o SPARCBio, sigla para São Paulo Advanced Research Center for Biological Control, que terá sede no Departamento de Entomologia e Acarologia da Esalq/USP. A Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e a empresa Koppert Biological Systems investirão R$40 milhões nos próximos anos neste centro de pesquisas.


O lançamento foi ontem, no prédio central da Esalq, e contou com a presença de representantes da USP, Fapesp, do Estado de São Paulo e da Koppert.


De acordo com o diretor da Esalq, Durval Dourado Neto, o centro de pesquisa terá como base para suas atividades as demandas dos mercados nacional e internacional. “Na atualidade torna-se imprescindível manter uma plataforma público-privada para que se amplie o desenvolvimento de pesquisa aplicada”, diz.


O SPARCBio terá três linhas de pesquisa principais: a descoberta de novos agentes biológicos de controle, o desenvolvimento de novas tecnologias e a geração de conhecimento em manejo integrado de pragas e doenças.


Segundo o diretor do centro, José Roberto Postali Parra, o SPARCBio é o primeiro centro de pesquisa no Brasil voltado exclusivamente para controle biológico. “Prevê pesquisa de alto nível para transferir a tecnologia gerada ao agricultor, aumentando o portfólio de produtos biológicos, ainda pequeno no Brasil”, explica.


Além das parcerias que dão suporte financeiro ao centro, o SPARCBio conta com apoio de outras instituições brasileiras – como a Unesp (Universidade Estadual Paulista), UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), UFV (Universidade Federal de Viçosa) e Embrapa, e internacionais por meio de parcerias com pesquisadores da University of Minnesota e University of California, ambas dos Estados Unidos, Institut National de la Recherche Agronomique, da França, e University of Copenhagem, da Dinamarca.


Os investimentos financeiros serão da Fapesp e Koppert, enquanto que a Esalq dará como contrapartida os recursos de infraestrutura de pesquisa e custos de pessoal. “Acreditamos que o envolvimento da Esalq com tal convênio de cooperação científica e tecnológica firma, uma vez mais, Piracicaba como [polo] de inovação e empreendedorismo de sucesso, contribuindo decisivamente para o futuro do agronegócio brasileiro”, complementa Dourado.

DESAFIO
O controle biológico é quando pragas agrícolas e insetos transmissores de doenças para as plantas são controlados a partir do uso de seus inimigos naturais, como outros insetos ou bactérias.
De acordo com Parra, o uso do controle biológico nas lavouras cresceu mais no Brasil do que em outras partes do mundo. Porém, para o diretor do SPARCBio, ainda existem obstáculos a serem superados no país, como a cultura do uso de agroquímicos pelos agricultores brasileiros. “Portanto é de fundamental importância a divulgação do controle biológico, um dos objetivos do SPARCBio, por meio de cursos em diferentes níveis”, comenta.

Andressa Mota
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