Parceria pode alavancar pequenos e médios produtores

(Foto: Amanda Vieira/JP)

A Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) divulgou, nesta segunda-feira (2), o início de uma parceria com o Cocriagro, hub de inovação de Londrina (PR). A instituição acadêmica local e empresa paranaense firmaram, em julho, um memorando de intenções para atuar na fazenda Figueira (Londrina-PR), de propriedade da Fealq, com foco exclusivo no agronegócio. O documento é o início de um fomento a projetos de pesquisa, ensino e extensão, além de promover iniciativas de estímulo ao empreendedorismo inovador, aproveitando a convergência das duas regiões – Piracicaba e Londrina – como ecossistemas de inovação. Segundo o diretor-presidente da Fealq, Nelson Sidnei Massola Júnior, a parceria é promissora e representa, ainda, uma oportunidade da fundação atuar com mais força no Paraná.

O município de Londrina tem relevância significativa e simbólica para a Fealq por abrigar a Estação Experimental Agrozootécnica Hildegard Georgina Von Pritzelwitz, também conhecida como fazenda Figueira – terras doadas em testamento para a fundação há 21 anos e com foco em validar pesquisas que aumentem a produtividade e a rentabilidade da pecuária de corte em bases sustentáveis. A propriedade de 3,7 mil hectares foi doada pelo engenheiro agrônomo e esalqueano Alexandre von Pritzelwitz, que faleceu em janeiro de 2000. Para a head de inovação do Cocriagro, Tatiana Fiuza, a parceria deve render bons frutos em breve. “Estamos muito felizes. O que nós queremos, com todo esse trabalho, é ampliar o potencial de pesquisa e a validação de startups para que a gente consiga levar mais inovação para o campo, não só aos grandes produtores, mas também e, principalmente, aos pequenos e médios produtores, que ainda carecem de tecnologias e ações mais voltadas para o aumento da produtividade, sem deixar de lado o pilar da sustentabilidade”, destacou.

A FAZENDA A Figueira, propriedade da Fealq em Londrina, tem 3.686 hectares como área total da fazenda e 41,5% são dedicados à preservação ambiental, além dos 1.126 hectares da Reserva Particular do Patrimônio Natural, a Mata do Barão. Outros 400 hectares, com baixo aproveitamento para atividades produtivas, também foram destinados à recuperação da vegetação nativa. Do restante, aproximadamente 1.100 hectares são passíveis de mecanização e são utilizados na integração de agricultura com pastagem a partir da safra 2020/21. Do restante, aproximadamente 1.100 hectares são passíveis de mecanização e são utilizados na integração de agricultura com pastagem a partir da safra 2020/21.

Cristiane Bonin

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