Paulo Camargo fala dos 35 anos de carreira e do amor pelo tênis de mesa

A atleta Danielle Rauen é orientada pelo piracicabano Paulo Camargo - Crédito foto: Divulgação/arquivo pessoal

Com a prática esportiva profundamente enraizada na herança da família Camargo, Paulo, então com 10 anos, iniciou sua jornada com o tênis de mesa ao acompanhar os passos do irmão, Francisco Camargo, o Fran, e o saudoso pai, o jornalista José ABC. Tudo começou na escolinha de tênis de mesa, montada no Clube de Campo de Piracicaba, quando tomou gosto pela modalidade e começou a trilhar a carreira como atleta e, posteriormente, técnico.

Como jogador conquistou títulos estaduais, brasileiros e sul-americanos nos anos de 1987 no Peru e, em 1989, no Equador, como infanto-juvenil.  O atleta ganhou destaque e seguiu pela categoria adulta, onde conquistou o vice-campeonato da Copa do Brasil, em 1994, no Rio de Janeiro, numa decisão disputada ponto a ponto com o multicampeão Hugo Hoyama. 

Um dos principais resultados de sua carreira foi a 13ª colocação por equipes no Campeonato Mundial Universitário, disputado na Bulgária, no ano de 1998. Com os resultados e a qualidade técnica adquirida através dos anos, ele decidiu começar a trabalhar como técnico, conquistando o primeiro título internacional de sua carreira ao comandar a equipe da Caldense no Campeonato Sul-Americano, em 1993, na cidade mineira de Poços de Caldas.

A carreira de técnico “decolou” nos anos seguintes ao conquistar o pentacampeonato sul-americano e o latino-americano infanto-juvenil para o Brasil. Em 2004, foi escolhido para comandar a seleção do continente americano no mundial infantil disputado na República Dominicana, onde conquistou a medalha de bronze.

Em 2007 foi escolhido para atuar como chefe de equipe nos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro e conquistou a medalha de ouro.  O trabalho como técnico foi novamente reconhecido e, desta vez, para atuar com a seleção brasileira juvenil nos mundiais na Colômbia e na Espanha, nas temporadas de 2008 e 2009. Nesse período, faturou a medalha de prata masculina nos Jogos da Lusofonia, em Portugal.

O capítulo especial deste “case” de sucesso começou a ser escrito em 2012, quando assumiu a função como técnico principal da Seleção Brasileira Paralímpica Andantes no ciclo das Paralimpíadas no Rio de Janeiro 2016. Paulo Camargo foi o responsável pela preparação da seleção brasileira que atuou nos jogos disputados no Brasil.

Durante esse ciclo paralímpico, o treinador ajudou nas conquistas dos títulos internacionais nos Jogos Sul-Americanos no Chile (2014), nos Jogos Parapan-Americanos de Jovens na Argentina (2013) e com as inúmeras medalhas conquistadas nos circuitos mundiais na Eslovênia, Eslováquia, Alemanha, República Tcheca, Espanha, Itália, França, Romênia e Hungria (2013 a 2016). Tudo isso, somado ao recorde de medalhas de ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto (2015), as duas medalhas inéditas de bronze no mundial na China (2014) e as duas medalhas de bronze e uma de prata nas Paralimpíadas no Rio (2016).

Após as Paralimpíadas no Rio de Janeiro, continuou o trabalho técnico com os atletas da seleção brasileira Carlos Carbinatti e Luiz Filipe Manara à frente da equipe piracicabana da FranTT Training Center e conquistou duas medalhas de ouro individual nos Jogos Parapan-Americanos em Lima, no Peru (2019). Esses resultados garantiram aos atletas da região, as vagas para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

À frente da delegação piracicabana, conquistou o tetracampeonato nos Jogos Abertos do Interior e outros 10 títulos entre os Jogos Regionais, os Jogos da Juventude e os Jogos da Terceira Idade. 

Edilson Morais

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