A maioria governista escreveu uma página vergonhosa na história da Assembleia Legislativa de São Paulo ao aprovar, nesta última terça-feira, 3 de março, a PEC 18/2019, que ataca o direito à aposentadoria do magistério e demais categorias de servidores públicos.

Apesar de toda a nossa mobilização, não apenas no dia da votação, mas desde que o governo decidiu enviar o projeto para a Alesp, o governo conseguiu aprovar o desmonte da nossa previdência em segundo turno. Lotamos a galeria, os corredores da Alesp e fechamos a Avenida Pedro Álvares Cabral, interrompendo o trânsito por várias horas em defesa dos nossos direitos.

O presidente da Alesp, Cauê Macris, é responsável pelo massacre dos servidores públicos. Agindo em consonância com o governador, Cauê Macris deu carta branca para a tropa de choque da PM de Doria agir violentamente, massacrando os servidores com bombas e balas de borracha dentro do prédio, que deveria ser a casa do povo, não um “santuário de deputados”, que agem pelos interesses do governo, contra a população.

A responsabilidade pelos tumultos, pelo pânico, pelas pessoas machucadas e, sobretudo, pela forma truculenta e antidemocrática como esta reforma da Previdência foi imposta é do senhor Cauê Macris, que abriu mão das prerrogativas de seu cargo, para o qual foi eleito pelos pares, para se tornar um mero auxiliar do governador do Estado e de seu projeto de destruição dos serviços públicos e dos direitos do funcionalismo e da população. Não nos intimidam! Não nos impedirão de continuarmos lutando!

No dia 18 de março vamos parar o estado de São Paulo. Nós professores, juntamente com os demais servidores públicos, saímos da Assembleia Legislativa de cabeça erguida. O presidente da Alesp e o governador Doria esbanjaram autoritarismo e truculência contra aqueles que tão somente lutavam pelos seus direitos. Que vitória é essa desse governo? Contra professores? Contra servidores que ganham baixos salários e trabalham em condições precárias? Uma vitória indigna que não abala nossa disposição de luta. No dia 18 de março, as escolas e demais servidores públicos vão parar para dar uma resposta à altura ao governador Doria e seus aliados.

Professor, comece desde já a conversar com os colegas. As subsedes devem organizar reuniões nas regiões e intensificar visitas às escolas. O nosso calendário estabelece as seguintes ações: 8 de março – Dia Internacional da Mulher – Ato Estadual no MASP; 14 de março – reuniões de RE – Dia de Marielle Vive; 18 de março – Dia Nacional de Greve – Assembleia Estadual – 14 horas – Praça da República – em seguida, ato unificado do funcionalismo no vão livre do MASP. É hora de darmos o troco!

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