Pedreira do Bongue deve receber obras e sinalização novas para conter possíveis deslizamentos

Foto: Amanda Vieira/JP

Bocas-de-lobo e sarjetões conterão as chuvas; barreira com metal receberá reforço; via será sinalizada

A região da pedreira do Bongue irá passar por uma série de intervenções a fim de conter futuros deslizamentos. O local não recebia uma vistoria técnica desde 2018, o que foi realizado ontem (quinta-feira) pela Defesa Civil e secretariais municipais de Meio Ambiente e Obras. Devido às fortes chuvas, o JP solicitou nesta terça-feira (dia) à prefeitura informações sobre pontos de monitoramento constantes, risco imediato para a população ou região geográfica e a situação da pedreira do Bongue – a administração não respondeu à reportagem, mas divulgou informações à imprensa sobre a pedreira.

O Bongue tem uma formação predominante de siltito argiloso (rocha sedimentar) que, com a ação do tempo – calor, frio e umidade – sofre dilatação e retração, informou engenheiro civil da Semob (Secretaria Municipal de Obras), Luciano Celencio. A exploração realizada no local por indústria mineradora também colabora para que as rochas existentes ali se desprendam, afirmou o diretor da Defesa Civil, Odair Mello, da Defesa Civil.

Não foi informado quando as obras irão começar e nem a verba a ser investida. Desde 2018 a gestão pública tem em mãos um relatório produzido por uma equipe do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), do Ministério de Minas e Energia. O documento contém sugestões de intervenções, como monitoramento frequente da Defesa Civil das condições de estabilidade do setor e do entorno. O último acidente aconteceu em setembro de 2015 sem vítimas fatais.

SEGURANÇA
Entre as ações definidas pela equipe da prefeitura para a área do Bongue está a contenção das chuvas na parte de cima da pedreira, no bairro Jupiá. “As opções são a implantação de bocas-de-lobo e sarjetões, que são capazes de desviar o fluxo de água, evitando que ela percole no solo, o que evita o aumento de fissuras já existentes e que são naturais neste tipo de solo e de rocha”, explica Celencio da Semob.

A barreira de contenção para o caso de deslizamento de rochas com perfis metálicos cravados no solo, já existente na avenida Jaime Pereira, será reforçada, com mais perfis com até 1,5 metro de altura. Os técnicos também destacaram o papel importante das árvores no local a fim de segurar e também amortecer as rochas em possíveis deslizamentos. A avenida, que passa entre a pedreira e o rio Piracicaba, receberá novas placas alertando sobre risco de deslizamentos em toda a extensão da Pedreira.

Cristiane Bonin
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