Droga estava dentro de bolo (Divulgação)

Agentes de segurança penitenciária localizaram nesta terça-feira (7), por meio do aparelho Raio-X, duas embalagens enviadas pelo Sedex, contendo a maconha sintética “K4”, em correspondência enviada pela avó de um recluso. No fundo da embalagem de bolo industrializado com três cartelas aparentando ser a droga sintética. Em outra correspondência, desta vez, enviada pela tia de outro preso, também no fundo de duas embalagens de bolo industrializado foi encontrado mais duas cartelas aparentando ser a droga sintética “K4” e 266 micro pontos aparentando ser a droga sintética “LSD”.

Cartela sintética foi localizada pelos agentes (Divulgação)


De acordo com a direção da unidade, as drogas foram levadas à Delegacia para elaboração do boletim de ocorrência. Os reclusos foram encaminhados para o pavilhão disciplinar, bem como foi instaurado Procedimento Investigativo Disciplinar no âmbito da unidade prisional, para apurar o envolvimento dos reclusos. Neste sentido, todas as providências, administrativas, criminais e disciplinares foram tomadas.
Ainda conforme a direção, a apreensão só foi possível visto a competência e perícia dos agentes de segurança, que conseguiram interceptar os ilícitos antes de chegar ao interior da unidade.

A MACONHA

O primeiro registro da maconha sintética K4 nas unidades prisionais paulistas foi em 2017, com visitantes na Penitenciária de Presidente Bernardes. Em 2019, ocorreram mais de 40 apreensões em todo o Estado, segundo a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária).

Produzida em laboratório, a maconha sintética, mais conhecida por K4, passou a ser consumida em unidades prisionais paulistas. Por se tratar de uma nova droga, os agentes penitenciários receberam instruções para identificá-la. Para reprimir a sua introdução nas unidades, alguns objetos, antes permitidos, passaram a ser proibidos, porque podem ser usados para ocultar a K4 e burlar a segurança.

O caso também será apurado pela Polícia Civil para investigar as possíveis participações dos familiares dos presos.

Cristiani Azanha

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