Penitenciária de Piracicaba realiza teleconsulta na unidade

Foto: Divulgação/SAP

Sentenciado de 69 anos, que é cardiopata, passou pelo atendimento que durou cerca de 30 minutos

Um sentenciado de 69 anos foi o primeiro a passar por atendimento por teleconsulta na Penitenciária Masculina de Piracicaba. Segundo a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), o teleatendimento durou cerca de 30 minutos e de acordo com o paciente essa modalidade pode beneficiar todos os reclusos.

“Senti que o atendimento ao preso está melhorando, que isso pode beneficiar todos os presos. Achei bem prático e com a questão da covid-19 evita contatos desnecessários. Antes, dependendo do atendimento que a gente precisava, tinha que aguardar ser removido para outra cidade e agora não vai mais precisar disso, espero que continue desta forma”, relatou o preso, que teve a identidade preservada.

O diretor da Penitenciária, Élcio José Bonságlia, disse que a iniciativa é muito positiva.

“A telemedicina veio para somar aos modelos tradicionais que ainda serão mantidos nos casos necessários. Mas a teleconsulta traz benefícios em vários sentidos, tais como a desnecessidade de remoção do recluso para outra cidade para a consulta presencial com o médico especialista, além da mobilização de vários agentes públicos”, disse Bonságlia.

O diretor relatou ainda que há também a economia de recursos ao erário, visto que para cada saída médica são necessárias duas viaturas, sendo um carro de transporte de preso e uma viatura da Militar.

“Como podemos ver, todos saem ganhando, inclusive a sociedade, sendo que a realização da teleconsulta sem ter que transportar o preso para o local onde o médico se encontra, traz mais segurança a todos”, enfatizou.

Para o diretor regional de Saúde, da CRC (Coordenadoria da Região Central), Alexandre Lazinho, outras unidades já realizaram esse tipo de atendimento.

“Outras unidades já realizaram esse tipo de atendimento de maneira bem positiva, pois é realizado em situações em que o profissional de saúde já conhece o paciente e precisa, por exemplo, conversar sobre o resultado de exame ou medicações”, explicou Lazinho, que considera que esse tipo de atendimento deve continuar nos casos considerados simples, mesmo depois da pandemia.

Cristiani Azanha

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