Pequenas indústrias crescem 5% com foco em portfólio menor

Hoje, 25 de maio, é Dia da Indústria, uma homenagem ao patrono nacional Roberto Simonsen

As grandes fábricas estão dando lugar às pequenas indústrias, com crescimento de 5% em Piracicaba, segundo informa a direção regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). A entidade diz que, na contramão, a indústria tradicional encolheu 10%. Mais focadas e especializadas, as pequenas indústrias estão despontando entre microempreendedores individuais (MEIs), diz o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa) Piracicaba.

Entre os mais de 27 mil de registros para microempresas na cidade, 60% se concentram nos segmentos indústrias e serviços, informa Fábio Gerlach, gerente regional do Sebrae Piracicaba. “O desafi o da pequena indústria é encontrar caminho da efi ciência: produzindo e entregando mais rápido, buscando menor custo possível ou também conquistando a confi abilidade de entrega e qualidade”, diz Gerlach. Mesmo sem dados recentes sobre ‘expectativa de vida’ dessas pequenas empresas, até porque este modelo vem sendo alternativa ao desemprego, o certo é que o MEI é um negócio mais simples de ser iniciado. “É difícil fazer um panorama, mas a chance (de sucesso) é maior que uma empresa pequena tradicional.

Enquanto metade delas fecham em cinco anos, há um percentual menor de fechamento de MEIs.” Homero Scarso, gerente regional do Ciesp, explica que os trâmites e o fazer funcionar de uma microempresa são menores em relação às grandes fábricas. “Já de início, o microempreendedor tem uma vocação específi ca. E os empreendedores tem que se reinventar. O home office, por exemplo, trouxe a oportunidade de crescimento. A indústria maior tem dificuldades diferentes das da micro.” Segundo Scarso, na região tem se destacado os microempreendedores dos segmentos de plásticos, borracha, usinagens e pinturas. DEMANDAS Acesso ao crédito de longo prazo e inovação. Estes são os dois principais pontos defendidos pelas entidades representantes da indústria e de formação para o empresário.

O Simespi (Sindicato das Indústrias Metalmecânicas de Piracicaba e região), com suas 179 associadas, defende o financiamento promovido à indústria na Europa como modelo a ser seguido. “Há países onde se pode adquirir máquinas para pagamento em 25 anos, o que não acontece no Brasil. Isso inviabiliza investimentos e crescimento mais expressivo”, destaca Euclides Libard, presidente do Simespi. Para Luiz Carlos Furtuoso, presidente da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba) – entidade que conta com 472 indústrias associadas – alerta para a falta de insumos para manter e ampliar a produção fabril. “Temos segmentos diversificados e acredito que cresceremos nos próximos anos substituindo importados por produção nacional.” A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo tem claro ser o maior desafi o atual mitigar os micro e macro impactos percebidos no cenário atual. “Onde o poder público atue como facilitador, oferecendo uma plataforma de apoio à inovação e fortalecimento do nosso ambiente negócios e empreendedores em todos os nossos setores produtivos”, diz o secretário José Luiz Guidotti Junior.

Cristiane Bonin

[email protected]

Leia Mais:

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite o seu comentário!
Por favor, entre com seu nome

quatro − 1 =