Pesquisa aponta impactos na Educação em São Paulo

Foto: Alessandro Maschio/JP

Pesquisa realizada pela Vox Populi, em parceria com a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), ouviu professores, pais e alunos da rede estadual de Educação sobre os impactos da pandemia de covid-19 no ensino. O estudo ouviu 3.600 pessoas em todo Estado, entre professores (1.500), pais de alunos (1.500) e estudantes de Ensino Médio (600), entre junho e julho deste ano e tem recortes por Capital, região metropolitana e interior, e também por níveis de ensino – Educação Infantil e ensinos Fundamental e Médio.

A pesquisa foi apresentada nesta sexta-feira (30) em live coordenada pela presidente da Apeoesp e deputada estadual, Professora Bebel (PT), e pela diretora do Vox Populi, Marta Maia. De acordo com a pesquisa, professores e alunos alegam que não tiveram apoio do poder público para desenvolver as aulas remotas. Conforme a pesquisa, as aulas virtuais foram reprovadas pela comunidade escolar, sendo 66,9% pelos professores, 74,7% pelos pais e 73,9% pelos alunos.

Para os professores, houve mais trabalho, segundo 49,2% dos entrevistados, chegando a jornadas de até dez horas. Em contrapartida, os alunos estudaram menos: 87,3%, segundo dos pais, o que foi confirmado pelos estudantes do Ensino Médio: 84,1% declaram ter se dedicado menos às aulas virtuais. Na média, os pais afirmam que seus filhos estudaram apenas 2,5 horas por dia. Segundo a pesquisa, 85,6% dos professores, 81,8% dos pais e 76,1% dos alunos têm medo da contaminação pela covid-19 no retorno às aulas presenciais marcado para o dia 2.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que definiu as regras para a volta presencial dos servidores que estão em teletrabalho e já foram imunizados. A decisão, segundo a pasta, levou em consideração o avanço da vacinação dos profissionais da Educação Básica de todas as redes, no Estado, que já contemplou cerca de 800 mil pessoas, sendo que, desses quase 280 mil estão com o esquema vacinal completo. A resolução estabelece que o retorno ocorra, integralmente, 14 dias após o profissional estar totalmente imunizado, ou seja com a segunda dose ou dose única já aplicada. A secretaria não comentou o resultado da pesquisa apresentada pelo sindicato.

Beto Silva
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