Pesquisa eletrônica é aposta para decisão sobre ciclovias na cidade

A situação das ciclovias está no campo dos dados, sem previsão alguma para novas implantações no momento, informou a Semuttran (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, Trânsito e Transportes). Apesar de o secretário da Pasta, José Vicente Caixeta Filho, ter divulgado, no fim do mês passado, o programa CicloVidas, a prioridade deste ano para fazer funcionar um trajeto de 10km não tem definições. As gestões municipais já estudam o assunto durante duas décadas e, até agora, existe somente um trecho de pouco mais de 5km às margens do Rio Piracicaba para esporte e lazer não representando ligações que promovam real mobilidade entre, por exemplo, bairros e Centro. A integração com o transporte público também está em análise técnica.

Piracicaba tem 400km de vias catalogadas que podem ser convertidas em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas tais indicações constam em vários estudos e projetos realizados nos últimos 20 anos pela prefeitura, principalmente Ipplap (Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba) e empresas de consultoria (TCUrbes, por exemplo).

Já há estimativa orçamentária de R$ 30 milhões vindos orçamento da Semuttran e financiamento federal para aplicação em mobilidade via bicicletas para estes quatro anos de gestão. A secretaria espera, para decidir sobre obras, a compilação das informações a partir de uma pesquisa on-line (acesse em: bit.ly/PesquisaCicloVidas), que ficará disponível até o próximo dia 31.

Ao ser questionada sobre os investimentos para este ano, a Semuttran não diz qual uso da bicicleta irá privilegiar e revela esperar informações com base em sua pesquisa via web. “A definição das prioridades dos cidadãos quanto ao uso de bicicletas (para lazer, turismo, trabalho ou esporte) faz parte da Pesquisa CicloVidas. Os resultados desta pesquisa serão anunciados em breve. Outros estudos também serão considerados.”

A ideia de apostar no feedback dos ciclistas também está descrita no objetivo da pesquisa on-line da secretaria, que diz: “[…] identificar as demandas dos moradores de Piracicaba com relação ao uso de bicicletas para trabalho, estudo, lazer, esporte e turismo. A participação dos cidadãos é fundamental, pois os resultados irão subsidiar a definição das prioridades de ampliação do sistema cicloviário da cidade”. A Pasta não detalhou como pulveriza o acesso à pesquisa no intuito de englobar todos os perfis e classe econômica de usuários.

CICLISTA
O professor José Antonio Soares Júnior, 32, é um exemplo de usuário de bicicleta na cidade. Vai para o trabalho, segue para os estudos, compras ou banco. Ele respondeu a pesquisa nesta semana, mas avalia como limitado o formulário. “O problema acaba parecendo menor”. Para o professor e biker, já há muito acúmulo de informações nos estudos feitos anteriormente. Outro problema apontado por Soares é a falta de respeito do motorista ele já sofreu três colisões. A infraestrutura também não ajuda: “tem muito buraco e as ciclovias estão concentradas apenas em área de lazer, falta ligar a periferia com o Centro para fazer da bicicleta um real meio de transporte no dia a dia.”


Cristiane Bonin

[email protected]

Leia mais:

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite o seu comentário!
Por favor, entre com seu nome

dezenove − quinze =