Pesquisa mostra vantagens e desvantagens do home office

Foto: Pixels

Após um ano de pandemia o estudo notou que produtividade do trabalho remoto é maior do que no presencial

Trabalhar em casa não necessariamente torna o trabalho mais fácil. Apesar de não precisar pegar transporte público ou tomar café aguado do trabalho ou até mesmo deixar de ver alguns colegas tagarelas que atrapalham seu desempenho, o home office também trouxe desvantagens para o trabalhador.

Os empregados então tendo que ter mais gastos pessoais, pois se tornou uma necessidade comprar um computador pessoal melhor, assinar uma rede de internet com mais megas para as reuniões de vídeo e até ter que comprar mais café, pois a empresa não vai bancar isso para você. Além disso, os horários de trabalho se tornaram mais flexíveis da mesma maneira que a carga de trabalho aumentou.

A Fundação Dom Cabral, apresenta, em parceria com a Grant Thornton Brasil e a Em Lyon Business School, o resultado da pesquisa sobre as mudanças que o home Office trouxe na vida do trabalhador e do empregador. Após um ano de pandemia o estudo notou que a produtividade do trabalho remoto é maior do que no trabalho presencial. Mais de 58% dos respondentes da pesquisa afirmaram ser mais produtivos ou significativamente mais produtivos em home office.

Correlacionando com esse aumento, o estudo também apontou o aumento da produtividade afeta o bem-estar dos funcionários. A pesquisa ainda pediu para que os trabalhadores fazerem uma lista das maiores dificuldades do trabalho em casa e houve três que mais se destacaram que são: maior volume de horas trabalhadas, apontado por 24%; dificuldade de relacionamento e dificuldade de comunicação”, ambas com 16%; e para 14% dos respondentes, o equilíbrio com demandas pessoais e demandas profissionais é também uma das questões presentes.

“Esta pesquisa nos traz informações muito importantes sobre quais pontos devem passar a ser foco de atenção nas relações de trabalho a partir de agora, principalmente por parte das lideranças empresariais. A experiência acumulada ao longo de um ano de trabalho remoto por conta da pandemia, com todo o processo de mudança ao qual a cultura organizacional foi submetida, precisa ser canalizada para a preservação do bem-estar na gestão do capital humano, a fim de manter o engajamento das pessoas com relação aos resultados da organização”, avalia Ronaldo Loyola, sócio da área de Capital Humano, da Grant Thornton Brasil.

Outro problema que o home office proporcionou foi da falta de interação com colegas e superiores e como distribuir as tarefas com essa distância. Ainda de acordo com essa pesquisa os trabalhadores temem que com a falta do convívio social possa tornar as relações mais impessoais e com isso gerando mais trabalho sem se preocupar com o bem-estar do funcionário dificultando o equilíbrio entre a vida pessoal com a profissional.

“Depois de um ano, constatamos a concretização de alguns receios e como a percepção sobre o aumento da produtividade no trabalho remoto mostra seu custo, quando o assunto é equilíbrio e bem-estar. Os comentários dos respondentes apontam para um esgotamento mental que envolve tanto a situação crítica própria da pandemia quanto os desafios mencionados anteriormente. Por isso, não podemos nos deixar seduzir pela alta produtividade. Faz-se necessários ajustes nos três níveis: organização, equipes e indivíduos”, conclui Fabian Salum, professor da Fundação Dom Cabral.

Larissa Anunciato

larissa.anunci[email protected]

Leia Mais:

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite o seu comentário!
Por favor, entre com seu nome

7 + 5 =