Pesquisa revela aumento de peso em crianças durante pandemia

Devido ao isolamento, a prática de atividades físicas diminuiu e o consumo de ultraprocessados aumentou

A pandemia e o isolamento social impediram que muitas crianças continuassem a praticar atividades físicas fora de casa.
Durante um bom tempo, até aquela simples ida ao parquinho deixou de existir. As aulas passaram a ser a distância e por consequência, a hora do intervalo – que é quando as crianças queimam calorias – também deixou de acontecer.
Sentados o tempo todo entre o sofá da sala e a cadeira da escrivaninha, o corpo parou de se exercitar e as corridas foram substituídas pela televisão, computador e videogame. Além disso a alimentação se tornou mais prática, porem menos nutritiva para as crianças nessa pandemia. De acordo com a pesquisa realizada pela Jasmine Alimentos, em parceria com a Central Press, junto a mais de 300 famílias brasileiras. 55,7% dos pais e responsáveis por crianças de até 13 anos perceberam alterações significativas na rotina alimentar dos filhos. Embora 48,9% dos entrevistados tenham afirmado que a dieta dos pequenos manteve-se igual, 33,6% revelaram que houve adoção de alimentos menos saudáveis durante os
últimos 18 meses.

A pesquisa ainda apontou que 45% dos entrevistados afirmaram que as crianças consumiam produtos processados ou ultraprocessados pelo menos 1 vez por semana, 41,8% disseram que as crianças passaram a comer mais bolachas recheadas, salgadinhos industrializados e outros produtos dessa categoria pelo menos três vezes na semana durante a pandemia. E 12,3% afirmaram que os filhos ingerem alimentos processados ou ultraprocessados diariamente durante a pandemia.

Alimentos ultraprocessados tem como valor energético e elevados teores de gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans (gordura sem benefício nenhum para o corpo) e sódio. Esses produtos possuem preços baixos, pois sua composição não requer muitos, ou nenhum, ingrediente natural tornando a produção barata.

Exercícios físicos

Não somente hábitos alimentares das crianças que mudaram por conta do isolamento social. Por permanecerem dentro de casapro praticamente todo o tempo, as atividades físicas se reduziram bastante. De acordo com pesquisa, 7,3% das crianças praticavam exercícios físicos e brincadeiras em locais externos pelo menos três vezes na semana, antes da pandemia e 42,7% se exercitavam diariamente. No entanto, durante o isolamento, esse número foi reduzido de maneira significativa. Apenas 10,8% das crianças mantiveram a prática de exercícios físicos diários.

A matemática é simples: alimentação com base em gordura, carboidratos e açúcares mais a diminuição de práticas físicas causa o aumento de peso nas crianças, fazendo que elas entrem para a estática de 33,6% das crianças e adolescentes que estão com sobrepeso em todo o mundo, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). No entanto nem tudo são
más notícias, os dados da pesquisa Jasmine Alimentos, também revelou o esforço dos pais e responsáveis em manter a
alimentação das crianças balanceada, mesmo em um contexto pandêmico e de inflações altas. Para garantir que as refeições fossem mais saudáveis, incorporou-se o hábito de analisar o rótulo dos produtos antes da compra. Conforme a pesquisa, 75,5% dos entrevistados afirmaram que avaliam os rótulos dos produtos, mesmo os industrializados, para saber qual é o mais saudável.

Larissa Anunciato
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