Pet quentinho e bem protegido

Foto: Pixels

Com a chegada das estações mais frias, animais domésticos precisam se proteger do frio para não adoecerem

Com a queda nas temperaturas e os meses mais frios do ano vem se aproximando, a vontade de ficar debaixo das cobertas aumenta. Isso não é diferente para os cachorros, pois, apesar da pelagem, eles também sentem frio e adoram ficar deitadinhos nas colchas com seu tutor, principalmente os de pelo curto, mas não é por isso que os peludos devem ser esquecidos nesse clima.
Jade Petronilho, coordenadora de conteúdo da Petlove, explica que muita gente acha que, por serem peludos, os cachorros podem não sentir frio, mas isso não é verdade e pode variar de acordo com a raça. “A temperatura corporal média de um canino chega a 39º graus. Um Husky Siberiano, que possui a pelagem espessa feita especialmente para resistir ao frio é, por exemplo, mais resistente ao frio que um Pinscher, uma raça de pelo curto nada adaptada a condições tão adversas.”, explica a profissional.
A especialista explica que, a pelagem dos pets serve como protetor térmico tanto para o frio quanto para o calor e, de modo geral, quanto mais denso for o pelo do cão, menos frio ele deverá sentir, por isso, cães de pelo curto geralmente merecem mais atenção durante o outono e o inverno. “Além da densidade da pelagem, a gordura corporal também é um fator que contribui para o cachorro ser mais (ou menos) resistente ao frio. Ou seja, os cães magros e com pelos mais curtos e menos ‘cheios’ são os que mais sofrem”.
Entre as raças que mais sentem frio, estão o Chihuahua, Pinscher, Greyhound, Whippet, Galgo italiano, Dachshund de pelo curto (famoso cão salsichinha), Boston Terrier e Fox Paulistinha (Terrier Brasileiro).
Além dessas raças obviamente outros tipos de cães sentirão frio em diferentes proporções. Os sinais para saber se o cachorro está com frio estão os tremores e a busca por contato físico. Se o animal passar muito tempo deitado ou encolhido, se ele dormir mais que o habitual, ou estiver em letargia (cansado sem fazer atividade qualquer), os pais e mães de pet também devem ficar atentos.
Mudanças na respiração e nos movimentos respiratórios também são sinais de atenção. A busca por abrigos e locais mais isolados ou a aproximação de pessoas e animais também indicam que ele pode estar com frio.
Uma forma de descobrir como está a temperatura do corpo do pet é tocar na ponta das orelhas dele ou nos coxins – as famosas almofadinhas das patas. “Se um desses locais estiver muito gelado, o animal precisa se aquecer. Deixe sempre uma coberta disponível para o animal, se ele permitir e não se incomodar, vista uma roupinha e o coloque em um local quentinho e confortável para que ele durma bem e se proteja”, ensina Jade.
A especialista também dá outras dicas importantes: “Com a queda da temperatura, vale apostar na redução da frequência de banhos e, caso seja necessário banhá-lo, aquecer um pouco mais a água e secar muito, mas muito bem! Se você tem um filhote, vale acostumá-lo desde já com o uso de roupas. Você pode fazer isso escolhendo um modelo adequado e confortável para o tamanho do seu pet, que não limite seus movimentos, associando a um momento de ‘festa’, com muito carinho e brincadeiras”, finaliza.

Da Redação

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