Piracicaba a caminho das leis de proteção ao bem-estar animal

Foto: Amanda Vieira/JP

Piracicaba caminha em direção ao futuro com menos crueldade contra os animais e com políticas de bem-estar, pois tanto os domésticos, exóticos e silvestres precisam ser respeitados. Em breve deve ser votado o projeto de autoria da protetora e vereadora Alessandra Bellucci (REP) que traz 74 artigos que institui as diretrizes para políticas públicas dos direitos, da proteção, da defesa, da saúde, respeito, controle populacional, cadastro. Dessa forma, os animais serão protegidos e resguardados pelos órgãos competentes do município.

Além das leis, os ativistas das causas animais realizam um trabalho de formiguinha para a conscientização da posse responsável que vai além de potes de água, comida e uma casinha.

“É preciso garantir qualidade de vida e respeito as liberdades que os animais precisam para sobreviver de forma saudável e feliz. Os pets cada vez mais se tornam integrantes das famílias. São membros da família, conscientizar sobre o bem-estar é garantir vida digna a eles”, disse Alessandra.

Para a parlamentar, a nova lei sobre maus-tratos que passou a vigorar em setembro de 2020, ficou mais severa com os infratores, que desde então, passou a garantir a prisão dos responsáveis. “Estamos alavancando para fazer essa lei valer, ou seja, ser aplicada, ser cumprida e quem comete maus tratos ser devidamente punido conforme a Lei. Temos um longo caminho pela frente na questão das averiguações e denúncias serem conduzidas de maneira certa e justa”, relatou.

Atualmente, Piracicaba conta com o Curral e o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) que tem em média 50 cães e gatos, que geralmente deram entradas doentes. A maioria já está sadio e espera um lar. Eles não realizam resgates de animais abandonados. Quem auxilia o município de maneira voluntária e “sem salário” são as protetoras independentes, que muitas vezes usam parte do salário ou doações para pagamento de lares temporários e custas veterinárias.

“Os protetores não imaginam a força que tem na questão de salvar vidas, de auxiliar o poder público (executivo), de chegar onde os órgãos públicos não chegam. As protetoras e protetores independentes são o exército que contribuem para o resguardo da vida dos animais. Um exército que deveria ser unido e respeitado entre si”, enfatiza Alessandra.

Cristiani Azanha
[email protected]

LEIA MAIS

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite o seu comentário!
Por favor, entre com seu nome

5 × quatro =