Recomendação de uso de máscaras nas ruas tem ganhado novos adeptos. (Claudinho Coradini/JP)

A Secretaria de Saúde de Piracicaba registrou ontem o 4º óbito por coronavírus na cidade. O paciente é um homem de 84 anos, sem histórico de viagem, que morava no Lar Betel. Com esse óbito, já são duas mortes de residentes da instituição. (Veja matéria nesta edição) 

Nesta sexta-feira, a cidade contabilizou também mais oito casos confirmados de Covid-19, subindo para 70 pacientes infectados, dos quais 39 estão curados. A Saúde registra 180 casos suspeitos e 227 descartados. 

Os oito casos diagnosticados ontem são três homens de 36, 47 e 84 anos, todos sem histórico de viagem, e cinco mulheres de 26, 37, 38, 39 e 48, esta última com histórico de viagem a Orlando (E.U.A)

Nível de transmissão do doença é muito alto. (Claudinho Coradini/JP)

7 MORTES POR HORA

O novo coronavírus já provocou 1.512 mortes no Estado de São Paulo. De quinta-feira até ontem, foram confirmados 167 novos óbitos, aproximadamente sete por hora. 

  Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, saltou para 124 o número de cidades com pelo menos uma vítima fatal da Covid-19, dez a mais que anteontem.

  Nesta sexta, a doença já é verificada em 41% do território estadual. São Paulo registra 17.826 casos confirmados da doença, distribuídos em 269 municípios. Desde ontem, mais 13 cidades passaram a ter pelo menos uma pessoa infectada. 

Diariamente, cresce no interior, litoral e outras cidades da Grande São Paulo, com redução expressiva da concentração na Capital, que nesta data corresponde a 66% dos casos e mortes do Estado.
Das 1.512 mortes, 502 ocorreram nas demais regiões; do total de casos, 6.026 ocorreram fora da cidade de São Paulo. 

  Entre os infectados, há 6,4 mil suspeitos e confirmados internados em hospitais de São Paulo – 2.477 em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 3.976 em enfermaria.

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A taxa de ocupação dos leitos para atendimentos Covid em UTI no Estado de São Paulo está em 57,7%, aumento superior a dois pontos percentuais nas últimas 24 horas. O aumento é de quase três pontos na Grande São Paulo, onde a taxa era de 76,9% nesta sexta-feira.
 


PERFIL
Entre as vítimas fatais, estão 890 homens e 622 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 75,8% das mortes. 

  Observando faixas etárias subdividas a cada dez anos, nota-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (387 do total), seguida por 60-69 anos (337) e 80-89 (303).

Também faleceram 120 pessoas com mais de 90 anos. Fora desse grupo de idosos, há também alta mortalidade entre pessoas de 50 a 59 anos (189 do total), seguida pelas faixas de 40 a 49 (104), 30 a 39 (54), 20 a 29 (15) e 10 a 19 (3). 
  Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (59,9% dos óbitos), diabetes mellitus (42,7%), pneumopatia (13,2%), doença renal (12,1%) e doença neurológica (11,3%). 

Outros fatores identificados são imunodepressão, obesidade, asma e doenças hematológica e hepática. Esses fatores de risco foram identificados em 1261 pessoas que faleceram por COVID-19 (83,3% do total). 

NACIONAL
O Brasil chegou a 52.995 casos confirmados, conforme atualização do Ministério da Saúde divulgada ontem. Nas últimas 24 horas foram adicionadas às estatísticas mais 3.503 pessoas infectadas, um aumento de 7,1% e relação a ontem, quando foram registrados 49.492 casos confirmados.

Já o número de mortes subiu para 3.670, com 357 novos falecimentos de ontem para hoje, um incremento de 10,8%. Foi o segundo maior número de novos óbitos em 24 horas, perdendo apenas para ontem, quando foram adicionados 407.

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (1.512). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (570), Pernambuco (352), Ceará (284) e Amazonas (255).  

Além disso, foram registradas mortes no Maranhão (88), Pará (75), Paraná (64), Bahia (64), Minas Gerais (54), Paraíba (40), Espírito Santo (42), Santa Catarina (42), Rio Grande do Norte (38), Rio Grande do Sul (31), Alagoas (27), Distrito Federal (26), Goiás (24), Amapá (18), Piauí (16), Acre (11), Sergipe (8), Mato Grosso (8), Mato Grosso do Sul (7), Rondônia (5), Roraima (3) e Tocantins (2).

VISTORIAS
A Vigilância Sanitária de Piracicaba vistoriou, desde o dia 20, estabelecimentos comerciais que estão autorizados a funcionar durante a pandemia. 

Segundo a Secretaria de Saúde do município, foram visitados 98 empresas do setor de minimercados, hortifruti, supermercados e hipermercados.

O objetivo, segundo a pasta, é de verificar as medidas profiláticas e higiênicas adotadas por essas empresas para a proteção dos funcionários e clientela no enfrentamento do coronavírus.

O Diretor da Visa (Vigilância Sanitária), Fernando Cárdenas, após analisar os resultados, a avaliação é que as providências – de um modo geral -estão em andamento, que a Visa fez as orientações necessárias por tipo de atividade comercial, entre elas a de que a máscara de proteção seja incorporada aos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) disponibilizados aos funcionários.

O secretario de Saúde, Pedro Mello, acredita que as ações são importantes no momento, pois são os locais onde está ocorrendo a maior movimentação de pessoas.

PANDEMIA PREOCUPA
O prefeito de Rio Claro, João Teixeira Júnior, participou ontem de teleconferência com prefeitos de mais de 170 municípios paulistas para discutir a pandemia do novo coronavírus.

A reunião virtual foi coordenada pelo secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, e contou com participação dos médicos Júlio Coda, infectologista da Secretaria da Saúde de São Paulo, e Carlos Magno Fortaleza, infectologista e epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, e de Célia Parnes, secretária estadual de Desenvolvimento Social. 

De acordo com a assessoria de imprensa de Rio Claro, durante a teleconferência, os prefeitos falaram sobre as ações tomadas para conter o avanço da Covid-19, defenderam a importância do isolamento social no achatamento da curva de infecção pelo coronavírus e demonstraram preocupação com os impactos da pandemia em diversos setores, entre eles o social. 

O prefeito de Rio Claro elencou algumas ações adotadas na cidade para auxiliar as pessoas financeiramente mais afetadas pela pandemia.

O Fundo Social de Solidariedade arrecadou alimentos em campanha emergencial que foram transformados em cestas básicas, que estão sendo distribuídas às famílias.

A prefeitura criou o programa Alimentação Escolar Direto em Casa que destina R$ 60 por aluno da rede pública municipal de ensino que atenda os critérios sociais.


A entrega dos cartões começou ontem. “São medidas que dão um alento às famílias com dificuldades nesse difícil momento que estamos enfrentando”, disse o prefeito.

Beto Silva

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