Piracicaba chega ao limite da crise sanitária e reforça fiscalização

Objetivo, segundo a prefeitura, é evitar mais mortes, novos casos e diminuir colapso do sistema de saúde. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Piracicaba vive uma situação limite no enfrentamento da pandemia da covid-19. Na mesma semana em que completou um ano do primeiro caso positivo da doença, a cidade registrou 22 mortes e outros 1.227 casos confirmados. O prefeito Luciano Almeida (DEM) veio a público anunciar a falta de médicos, leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e remédios para enfrentamento da crise.

O democrata anunciou um plano municipal para reduzir ao máximo a circulação de pessoas na cidade. As medidas restritivas entraram em vigor ontem e seguem até o dia 4 de abril.

Com o plano, veio a promessa de intensificação da fiscalização no período. De acordo com a prefeitura, o objetivo é conscientizar e cobrar que a população atenda às restrições do decreto para mudar o quadro de lotação do sistema de saúde. Durante toda a semana, a Secretaria de Saúde registrou picos de ocupação das UTIs.

A força-tarefa para fiscalizar tem apoio do Cevisa (Centro de Vigilância em Saúde), Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) e a Vigilância Sanitária, além da Secretaria de Finanças, Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte), Procon, Guarda Civil e Polícia Militar.

Além disso, serão feitas barreiras sanitárias no Terminal Rodoviário Intermunicipal e, no sábado e domingo dos dois finais de semana em locais escolhidos de acordo com a necessidade a partir da análise das equipes.

Na sexta-feira (26), o prefeito reforçou o pedido de colaboração para que as pessoas não promovam aglomerações, seja em casa, chácaras ou em festas clandestinas.

“Precisamos da colaboração de toda a sociedade para que nesses nove dias – sendo apenas três dias úteis – a gente diminua a circulação de pessoas na cidade e aumente o índice de isolamento social para que, nas próximas semanas, tenhamos menos casos de covid-19 e, consequentemente, menos internações e óbitos”, afirmou.

O coordenador de Vigilância em Saúde, Moisés Taglieta, lembra que as ações da prefeitura visam o distanciamento social.

“É a única forma efetiva que qualquer dado científico mostra para combater a pandemia”, enfatizou.

Taglieta comentou que o período (nove dias) é necessário, uma vez que o sistema de saúde está no limite.

“Podemos perder pessoas, como infelizmente perdemos várias para a doença, mas perder por não poder dar assistência é algo muito triste. A gente não quer que isso chegue a Piracicaba. É um apelo às pessoas, nós não queremos prejudicar nenhum dos setores da economia e ninguém pessoalmente também”, afirmou.

Beto Silva
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