Prefeitura continua com os mutirões para recolher materiais inservíveis. (crédito: Claudinho Coradini /JP)

A cidade de Piracicaba fechou o ano de 2019 com 4.090 casos positivos de dengue registrados. Nos primeiros dias deste ano, foram conformados sete novos casos da doença transmitida pelo Aedes aegypti, mosquito que também é transmissor da zika e da chikungunya. No ano passado, três pessoas morreram de dengue no município.

Em 2020, as ações de combate a dengue estão sendo realizadas diariamente pela prefeitura. Estão programados ainda para este ano arrastões, visitas em domicílios e entrada forçada em imóveis fechados para retirada de criadouros. “A intensificação do trabalho é para evitar uma epidemia de dengue no município, visto que o próprio Ministério da Saúde tem apontado regiões do país onde há risco do descontrole em número de casos. O que não queremos para Piracicaba. Mas para isso precisamos do apoio de todos”, afirmou o coordenador do PMCA (Programa Municipal de Combate ao Aedes), Sebastião Amaral Campos.

Em 2019 o PMCA, que é ligado ao Centro de Controle de Zoonoses retirou 12,7 toneladas de materiais inservíveis em sete comunidades/núcleos habitacionais de Piracicaba, além de 20.221 visitas durantes os mutirões aos sábados, segundo balanço da Secretaria de Saúde do município.

De acordo com o relatório de atividades, foram aplicadas 75 multas em imóveis habitados e outras 102 em não habitados, por descumprimento às notificações e 22 entradas forçadas, com apoio da Defesa Civil.

Em todo o ano de 2019, foram realizados 114 arrastões, sendo 40 em bairros, 47 ações com a participação dos agentes comunitários de saúde e 27 limpezas de terrenos. O coordenador reforçou que a população precisa ter consciência em função dos casos de dengue que estão sendo registrados e colaborar com os agentes de saúde durante as ações, permitindo o acesso dos mesmos às residências. Bem como tendo uma ação pró-ativa, retirando criadouros e perfurando os pratos e vasos de plantas em suas residências, a fim de evitar o acúmulo de água, onde os ovos eclodem e as larvas se desenvolvem.

Temos encontrado muitas casas fechadas em nossas visitas, sem que possamos saber como as famílias estão se comportando em relação ao combate ao Aedes, que nos faz supor que haja muito mais lugares em que os mosquitos estão encontrando ambiente adequado para se desenvolver e transmitir a doença a toda a população”, enfatizou.

Beto Silva

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