Piracicaba está no sarau estadual com JJ. Ortíz

Ortíz, radicado na cidade, participa de evento hoje

Musicista de renome internacional conta como veio da Venezuela para o Brasil

O maestro e pianista José Jesús Ortíz, radicado em Piracicaba, participa de evento do governo do Estado de São Paulo hoje, às 15h, em celebração ao Dia Mundial dos Refugiados. Mais conhecido com JJ. Ortíz, o venezuelano veio ao Brasil há cinco anos como convidado para uma palestra em uma escola de música em Campinas. Maestro de renome internacional, ele chegou sem conhecer o Brasil e sem falar português.

Teve que se instalar no País diante da crise econômica e política venezuelana. A situação do maestro nada se enquadrava no perfil de senso comum de um refugiado – aquele que rompe fronteiras ilegalmente com a ajuda dos chamados coiotes. O temor de JJ. mais tinha a ver com o descrito pela ONU (Organização das Nações Unidas): pessoas que estão fora de seu país de origem devido a fundados temores quanto à grave e generalizada violação de direitos humanos. Apesar de logo ter encontrado afeto e emprego – trazendo para a cultura brasileiro todo seu conhecimento de piano – o maestro lembra sobre como um estrangeiro é tratado em outras terras. “Em Campinas, enquanto estava no piano, fui muito bem tratado. Na hora que eu precisei de um médico foi muito ruim. É muito diferente se apresentar socialmente como pianista e um refugiado.” A hostilização já fazia parte do histórico de vida. Quando foi ao Panamá se apresentar a grandes autoridades como convidado daquele país, ouviu piadas sobre sua nacionalidade. “Mas como não me apresentei como venezuelano, no momento em que abri a boca, muitos ficaram constrangidos.” Por fim, ele pondera que, em todo lugar, há pessoas boas e ruins. Entretanto, JJ. se encontrou em Piracicaba: “tenho permanência legal, me casei com uma brasileira, tenho profissão e reconhecimento do público”. Como pianista, JJ. Ortiz se destacou como menino prodígio aos 5 anos de idade. Aos 10 anos de idade, dominava com perfeição todos os instrumentos da banda. Atualmente, Ortíz trabalha como professor na Empem (Escola de Música de Piracicaba Maestro Ernst Mahle).

Cristiane Bonin

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