Piracicaba fica em 2º lugar na queda das exportações

Queda foi de US$ 673 milhões na balança comercial (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Piracicaba ocupa o 2º lugar no ranking de queda nas exportações no período de janeiro a julho deste ano. De acordo com os dados divulgados pelo Ciesp, no mês de julho, a queda foi de 41,5% quando comparado aos sete meses do ano passado. O percentual representa uma queda de US$ 673 milhões na balança comercial. Já o volume de importações no período registrou queda de 35,6%, referentes a US$ 375 milhões.

Entre as 43 regionais existentes no Estado, Piracicaba só esteve à frente de Santa Bárbara d’Oeste, que registrou queda de 47,5%. Apesar da alta do dólar, o cenário externo não está favorável aos bens de capital produzidos na Região, segundo apontou o gerente regional do Ciesp, Homero Sacarso. Segundo ele, a exportação de máquinas e equipamentos tem mantido uma média, porém, não o suficiente para amenizar a queda.

A perspectiva segue sem otimismo para os meses de agosto e setembro. “Pode haver um crescimento moderado, porém, sem grandes surpresas”, apontou.

Os principais produtos exportados no período foram máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (62,1%), produtos químicos orgânicos (8,4%) e açúcares e produtos de confeitaria (8%). Por outro lado, as importações da regional se concentraram em máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (27,2%), veículos automóveis, tratores (22,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (12,2%).

RETOMADA
A Hyundai retomou ontem a produção do 1º turno da fábrica de Piracicaba, após prorrogação do período de suspensão de contrato por 14 dias em consequência dos impactos da covid-19. Com isso, a produção volta a funcionar com os três turnos pela primeira vez desde 27 de abril.

Os 2º e 3º turnos haviam retomado as atividades em 26 de junho, também depois de períodos de suspensão de contrato, em conformidade com a legislação para proteção de emprego aprovada pelo governo federal.

A montadora informou que, seguindo as determinações do Governo do Estado e as orientações das autoridades de saúde para o combate doença, todos os funcionários usam máscaras de tecido, tanto nos deslocamentos nos ônibus fretados como nas atividades diárias, e respeitam o distanciamento social. Processos de higienização e proteção contra contaminação foram introduzidos no transporte, nas entradas e nos ambientes da fábrica e escritórios, alimentação e descanso. A temperatura corporal dos funcionários é aferida diariamente.

A Hyundai acompanha as medidas para a gradual retomada da economia nacional e qualquer alteração do cenário atual poderá implicar, conforme o caso, uma nova redução dos turnos de trabalho na fábrica, informou.

Beto Silva