Piracicaba na banguela aos 251 anos

 

Vum…! Vum…! Vum…!

Este é o barulho do motor de um veículo em movimento. Um barulho livre desengrenado, pois os esforços mecânicos não são transmitidos à carga. É o que se diz na linguagem popular “banguela” ou ponto morto.

Piracicaba se encontra em movimento nas estradas da vida física, cultural, industrial, comercial, educacional, administrativa, religiosa, artística, financeira e filosófica com o câmbio na “banguela” aguardando o momento para engatar novamente as engrenagens que a levaram ao estado que conseguiu chegar, graças aos cuidados, em não perder de vista o andar pra frente.

Nessa viagem pela história vamos deslumbrando as suas belas paisagens que se desenrolam pelo tempo.

As melodias da natureza do seu solo produtivo e de seu rio cantadas através da sensibilidade de seus artistas nos emocionam;

Admirando a força de seus homens e mulheres que deram a continuidade a seus avanços, produzindo o sustento da existência, com cuidados em derrotar as doenças físicas e espirituais que tentam desencorajar os seus trabalhos que não param;

Glorificando as conquistas que sempre estiveram presentes até o momento e que nos acompanharam;

Fortalecendo sempre a fé em dias melhores e mais alegres para o povo;

Felicitando os administradores, que conseguem mudar o patamar do desenvolvimento da cidade para um ponto acima, em contrapartida como agradecimento para que a vitória sempre nos favoreça, trilhar os caminhos do bem.

Com tudo isto, com toda a disposição de ir pra frente, seguimos na “banguela”, com essa carga de valores positivos, depois de atravessarmos, pântanos, montanhas, tempestades políticas de ordem geral, no aguardo novamente do momento de engrenarmos o câmbio, transmitindo mais forças do progresso, para que os resultados melhorem, de que não percamos os rumos dos caminhos estabelecidos pelo que foi planejado, para que lá na frente, não recorramos ao “ponto morto” a que fomos submetidos pelas condições de adversidades internas e externas desse processo, devolvendo a tranquilidade de uma viagem feliz, pois as condições do nosso veículo tem nos proporcionado tudo o que há de bom por nunca termos perdido o senso da manutenção e amor a causa coletiva.

Temos certeza que lá chegaremos com a sabedoria acumulada que nos norteará.

Sabendo que continuaremos com a segurança de estarmos com combustível e que as estradas sejam acolhedoras para que o nosso feixe de “molas da esperança” resistam aos impactos dos mata-burros que continuarão aparecer a nossa frente.

Ordem sem regresso! É o lema.

Parabéns Noiva da Colina que adoramos tanto, Feliz 251º aniversário.

É arquiteto-urbanista,
Empresário.

 

(Walter Naime)