Até 15 de junho foram contabilizadas 567 queimadas na região (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Piracicaba ocupa o 7º lugar no ranking de 34 cidades com interrupções de energia elétrica provocadas por queimadas neste ano, aponta levantamento da CPFL Paulista. De acordo com a concessionária, até o dia 15 de junho, foram registradas 27 paralisações do serviço por causa da prática criminosa.

A CPFL Paulista aponta o tempo seco característico do início do inverno como uma preocupação adicional devido o risco de incêndio em terrenos baldios ou áreas rurais sob as redes de distribuição e transmissão.

Um levantamento feito pelo centro de operações da empresa mostra que na região de Campinas (na qual Piracicaba está inserida), entre 1º de janeiro a 15 de junho deste ano, foram contabilizadas 567 queimadas responsáveis por interrupções no fornecimento de energia, mais de três por dia.

Em 2019, as queimadas resultaram em 1.031 ocorrências de interrupção no fornecimento de energia, 20,1% a mais que as 858 de 2018. Nesses dois anos, foram registradas, em Piracicaba, 72 e 41 interrupções respectivamente.

“É importante a conscientização da população e dos produtores agrícolas, pois os incêndios sob a rede de distribuição de energia são, muitas vezes, causados pelo uso do fogo como método de poda de algumas plantações. O impacto das queimadas é maior ainda quando acontecem sob as linhas de transmissão, responsáveis pelo abastecimento de regiões inteiras”, alerta Rodrigo de Vasconcelos Bianchi, gerente de operações de campo, da CPFL Paulista.

Entre os municípios com mais interrupções na região de Campinas, a própria cidade de Campinas registrou 160 ocorrências, ficando em primeiro lugar. Hortolândia ocupa a segunda posição com 75 casos.

Americana é o terceiro da lista com 71 registros enquanto Santa Bárbara d’Oeste com 47, seguida por Sumaré com 45, Nova Odessa com 36, fecham o ranking como quarto, quinto e sexto colocados.

Entre janeiro e junho de 2020, a CPFL Paulista já registrou 1.474 queimadas que afetaram a rede elétrica em toda a sua área de atuação. Considerando 2019, as interrupções desse tipo cresceram 21,3% em relação a 2018. Foram 3.276 ocorrências no ano passado contra 2.700 no ano anterior.

CAMPANHA E PROIBIÇÃO
Considerando o impacto do assunto para a população, seja na segurança, seja na qualidade do fornecimento de energia, o grupo CPFL Energia, por meio da campanha Guardião da Vida, incentiva a discussão sobre o tema, a fim de promover uma reflexão sobre as atitudes que poderiam ser evitadas, reduzindo transtornos e até salvando vidas.

Na estiagem, a pouca umidade, a vegetação baixa e os ventos fortes são fatores que podem provocar incêndios. Além disso, até mesmo uma queimada mal controlada para atividades agrícolas também pode colocar em risco o fornecimento de energia, atingindo os cabos elétricos, desligando a rede e provocando prejuízos para os todos, além de danos ao meio ambiente e à segurança da população. Proibidas em algumas áreas municipais, as queimadas são autorizadas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) sob critérios técnicos que impedem a propagação do fogo além dos limites estabelecidos.

O decreto estadual 45.869/2001 regulamenta a queima controlada como fator de produção e manejo em atividades agrícolas, proibindo queimadas próximas a instalações elétricas e de telecomunicações. Soltar ou fabricar balões é considerado crime ambiental por lei federal, cuja pena vai de um a três anos de detenção, além de ser multa.

Beto Silva

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