Piracicaba registra 160% de aumento nos casos de dengue

No 1º trimestre de 2021 foram registrados 2.309 casos de dengue, ante 880 no mesmo período de 2020. | Foto: Amanda Vieira/JP

Piracicaba registrou aumento de 160% no número de casos de dengue registrados no primeiro trimestre deste ano, no comparativo com o mesmo período de 2020. De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica, do dia 1º de janeiro até o dia 16 desse de abril, foram confirmados 2.309 casos de dengue em Piracicaba. No mesmo período de 2020, foram 886 casos e, em 2019, 1.213 casos.

No começo do mês, a empresária Jill Holtz, 38, e seus dois filhos, uma criança de 4 e outra de 6 anos, receberam o diagnóstico de dengue. Ela conta que percebeu manchas vermelhas no filho mais velho e buscou atendimento médico na unidade de saúde particular, onde ficou constatado que, além do menino, ela e a outra criança também estavam com dengue.

Jill Holtz é moradora do bairro Vila Monteiro e, de acordo com ela, desde 2020, quando teve início a pandemia pela covid-19, profissionais da saúde não vão até o bairro para averiguar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. “Eles passavam com frequência, inclusive faziam nebulização nos quintais, mas desde o ano passado, no início da pandemia, não passam mais”, informou a empresária.

De acordo com Sebastião Amaral Campos, coordenahdor do PMCS (Programa Municipal de Combate ao Aedes), atualmente a região central concentra o maior número de casos positivos de dengue, com 1.098 casos.

Para conter o avanço de casos, Sebastião explica que são realizadas visitas periódicas em pontos estratégicos, com grande quantidade de criadouros do mosquito, como ferro velhos, borracharias, depósitos de reciclagem e sucatas e que tenham grande fluxo de pessoas, como escolas, hospitais, terminais e hipermercados, além de grandes construções de longa duração, como prédios, condomínios e empresas de grande porte.

Perguntado quais são as ações realizadas para o controle da proliferação do mosquito, o coordenador respondeu que o PMCA faz regularmente aplicação de inseticida (nebulização) em áreas que apresentaram casos confirmados de dengue, além de vistoria em imóveis residenciais e comerciais, para limpeza e retirada de criadouros, com orientações aos moradores.

Conforme o JP informou no começo do mês, o retorno com o projeto “Aedes do Bem” está em estudo com pela prefeitura municipal. O projeto realiza a soltura de mosquitos Aedes Aegypti geneticamente modificados que fazem com que novos mosquitos não cheguem a fase adulta e, consequentemente não proliferem casos de dengue.

Pedro Martins
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