Ano passado, a cidade registrou queimadas na área de 10.289 hectares (Foto: Amanda Vieira/JP)

A Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente), lançou, neste ano, a campanha “Queimadas: apague esa ideia”contra a prática na cidade. A ação tem por objetivo orientar a população sobre vários fatores causadores de incêndios – como a queima de lixo, pneus e o descarte de bitucas de cigarro, entre outros -, e os locais disponíveis na cidade para o descarte adequado dos vários tipos de resíduos sólidos.

De acordo com dados do 16º Grupamento de Bombeiros de Piracicaba, no ano passado a cidade registrou queimadas na área de 10.289 hectares – sendo 284 hectares de vegetação natural e outros 10.000 de vegetação cultivada. No período, o Corpo de Bombeiros atendeu um total de 591 ocorrências na cidade, segundo o comando da corporação em Piracicaba.

Em toda a área territorial atendida pelo grupamento, que engloba 32 municípios da região de Piracicaba, em 2019 houve o total de 2.999 ocorrências e a área atigida por incêndios foi de 11.619 hectares (entre vegetação natural e cultivada).

Esses números fazem parte do banco de estatísticas da Operação Corta Fogo, que é coordenada pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, por meio da Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade do Governo do Estado de São Paulo.

“É preciso sensibilizar a população sobre este problema” afirmou a bióloga e especialista em educação ambiental Elizabeth da Silveira Nunes Salles, do Núclei de Educação Ambiental. “Em alguns locais da cidade, percebemos que as queimadas de mato e lixo são ‘heranças cuturais’, pois antigamente era comum se queimar o lixo.

O titular da Sedema, José Otávio Menten, acrescentou que a cultura das queimadas é prejudicial à população e à natureza. “Ao longo da história da humanidade, o fogo foi uma importante ferramenta para o manejo de áreas de cultura agrícola e de pecuária. Mas, hoje, o fogo não é a técnica ideal para manejos, nem na zona rural nem na zona urbana. Queimadas causam incêndios florestais, a morte de animais silvestres, a poluição do ar, a destruição de áreas residenciais e acidentes fatais”, afirmou Menten.

Beto Silva

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