Piracicaba se aproxima das mil mortes e vê casos aumentarem

Diagnósticos positivos para covid-19 aumentam a cada dia. Foto: Claudinho Coradini/JP

Cidade registra 998 mortes e 52.230 casos positivos da doença segundo Secretaria de Saúde

Piracicaba está prestes a atingir as mil mortes por covid-19 e a cidade vê os casos da doença aumentarem diariamente. Nesta sexta-feira (04), a Secretaria de Saúde registrou dois óbitos, sendo 1 homem de 89 anos e uma mulher de 63 anos e outros 282 diagnósticos positivos. Os números elevaram o total de óbitos a 998 e os infectados a 52.230. A cidade tem ainda 1.161 casos suspeitos, 87.625 casos descartados e outros 48.784 recuperados. Na cidade, 2.448 pessoas estão em tratamento.

Nesta sexta-feira, a taxa de ocupação de UTI (Unidade Terapia Intensiva) do SUS (Sistema Único de saúde) estava em 89%, enquanto os leitos de enfermaria estavam com 87% ocupados. No setor privado, o percentual de ocupação da UTI estava em 86% e a enfermaria 72%.

Diante da situação, os vereadores mostraram preocupação diante da iminência de um colapso na saúde. Durante a reunião ordinária desta quinta-feira, os parlamentares mostraram preocupação com o quadro.

“A situação é grave, extremamente delicada”, apontou o vereador Laércio Trevisan Junior (PL). “O Hospital dos Fornecedores de Cana, a Unimed e a Santa Casa não têm vaga para atender e o Hospital Regional não ampliou os leitos. E tem gente fazendo festa com 400 pessoas essa semana. A solução são a vacina, o distanciamento social, o uso de máscara e álcool em gel. Que a população se atente a esses cuidados, porque já nesta semana não terá mais leitos. É o colapso que está tendo em Piracicaba e na região”, afirmou.

Zezinho Pereira (DEM), líder do prefeito Luciano Almeida (DEM) na Câmara, reforçou a necessidade de “as pessoas tomarem o máximo de cuidado, usarem o álcool em gel, a máscara, pois só assim evitamos um paciente a mais”.

Cássio Luiz Barbosa, o Cássio Fala Pira (PL), mostrou imagens da superlotação que constatou no COT (Central de Ortopedia e Traumatologia). “O Poder Público tem que fazer o seu papel, mas a população não está fazendo o dela. Tem gente pelos corredores porque não tem vaga e as pessoas insistem em fazer festas, encontros em chácara, rolezinhos. Está em colapso,a saúde não aguenta”, apontou.

A covid-19 também foi tema de duas moções aprovadas nesta quinta-feira: uma de apelo para que o Plano Nacional de imunização retire a exigência de as pessoas com deficiência terem de receber o Benefício de Prestação Continuada para poderem ser vacinadas e outra de aplausos a profissionais da saúde que estão na linha de frente.

Beto Silva

[email protected]

LEIA MAIS

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite o seu comentário!
Por favor, entre com seu nome

três + 17 =