Piracicaba segue orientações da Fiocruz para método Wolbachia

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Foto: Claudinho Coradini/JP

Bactéria modifica comportamento do vírus impedindo aparecimento de doenças do Aedes aegypti

A Secretaria de Saúde de Piracicaba aguarda orientações dos técnicos da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, para a implantação do método Wolbachia na cidade. O processo consiste na liberação de Aedes aegypti – mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya – com Wolbachia, que é uma bactéria presente em cerca de 60% dos insetos, inclusive em alguns mosquitos e que não é encontrada naturalmente no Aedes aegypti. Quando presente neste mosquito, a Wolbachia
impede que o vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana se desenvolva nele, contribuindo assim para redução destas doenças – para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais estabelecendo, aos poucos, uma nova população destes vetores, todos com Wolbachia.

Em agosto, a prefeitura fez um primeiro contato com os responsáveis pelo programa Wolbachia por meio de visita com equipe técnica às estruturas existentes no Rio de Janeiro e que contemplam todo o projeto, ou seja, desde a formação da biofábrica, laboratório de produção de mosquitos, armadilhas e até soltura dos vetores.

A coordenação PMCA (Plano Municipal de Combate ao Aedes) informou ontem que que a Fiocruz solicitou informações ao município, como características gerais, clima, geografia, entre outras, e como funciona toda a estrutura da Secretaria de Saúde no combate as arbovirose. Segundo a Secretaria de Saúde, baseados nestas informações, vão ser emitidos relatórios que indicarão quando e como será a implementação do programa para Piracicaba.

A Secretaria de Saúde explicou que a Wolbachia é uma bactéria que modifica o comportamento do vírus, portanto, impede o aparecimento de doenças do Aedes. A Wolbachia é autossustentável, ou seja, após a cópula com a fêmea selvagem toda a nova geração de mosquitos será com a presença da bactéria e, portanto, teoricamente não haverá mais casos confirmados das doenças, ocorrendo a diminuição de casos, segundo informou a secretaria municipal.

De acordo com os dados divulgados ontem pela pasta, Piracicaba registrou, neste ano, uma morte por dengue e 5.246 casos de dengue.

Beto Silva
[email protected]

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