Piracicaba tem 3.656 infectados e 103 mortos por covid-19, suspeitos são 938

Na tarde de ontem a tenda da covid-19 registrou grande procura (Foto: Amanda Vieira/JP)

Piracicaba registrou ontem mais 124 casos confirmados de covid-19. Com os diagnósticos desta segunda-feira, a cidade contabiliza 3.656 infectados, no entanto, esse número pode passar de 4 mil, na hipótese de confirmação dos 938 suspeitos que aguardam resultado dos exames.

A cidade também registrou ontem aumento nos óbitos pela doença. Duas mulheres, de 59 e 82 anos, morreram em decorrência da doença.

Em Rio Claro, o prefeito e quatro secretários da administração municipal tiveram resultado positivo para covid-19. Segundo informações da prefeitura, após o chefe de gabinete, Silvio Martins, ter positivado para para a doença, os secretários foram submetidos ao exame, assim como o prefeito João Teixeira Júnior, que também testou positivo.

Paulo Roberto de Lima (Obras), Érica Belomi (Desenvolvimento Social), Rodrigo Ragghiante (Negócios Jurídicos) e José Ricardo Lemes (Meio Ambiente) são os secretários que testaram positivo. Também está com a Covid-19 o procurador geral do município Alessander Kemp Marrichi.

A administração municipal informou que todos estão em isolamento domiciliar e não apresentam sintomas da doença.

Com mais quatro óbitos por coronavírus, Rio Claro chega a 42 mortes, conforme números divulgados ontem pela Secretaria de Saúde.

NO ESTADO
O Estado de São Paulo registrou nesta segunda-feira 16.134 óbitos e 323.070 casos confirmados do novo coronavírus.  Dos 645 municípios, houve pelo menos uma pessoa infectada em 628 cidades, sendo 389 com um ou mais óbitos.

Entre o total de casos diagnosticados de covid-19, 176.494 pessoas estão recuperadas, sendo que 48.366 foram internadas e tiveram alta hospitalar.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 63,3% na Grande São Paulo e 63,9% no estado. O número de pacientes internados é de 13.524, sendo 8.023 em enfermaria e 5.501 em unidades de terapia intensiva, conforme dados das 10h30 da manhã de hoje.

QUEDA DE MORTES

O governo paulista confirmou ontem que, pela segunda semana consecutiva, houve queda no número de mortes em decorrência do coronavírus em todo o Estado. A nova redução reforça a tendência de achatamento progressivo da curva de óbitos da pandemia, que vem sendo apontada nas últimas semanas pelas autoridades de saúde.

De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde e do Centro de Contingência do coronavírus, na semana entre 14 a 20 de junho, houve 1.913 mortes de pacientes contaminados no território paulista. Nos sete dias subsequentes, de 21 a 27 de junho, o número de vítimas fatais em decorrência da pandemia caiu para 1.769 óbitos. E no período entre 28 de junho a 4 de julho, foram 1.733 mortes. O número atual é 9,5% menor que o registrado há 16 dias.

O governo também apontou o menor índice da taxa de letalidade por coronavírus desde março, quando o Estado registrou a primeira morte quando a pandemia foi confirmada pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Atualmente, a mortalidade é de 5% entre os casos confirmados de contaminação por coronavírus em todo o Estado.

Para o Secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, o aumento expressivo na testagem de coronavírus e o aumento robusto no número de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para pacientes com sintomas graves em hospitais públicos do Estado são fatores fundamentais para a redução da mortalidade.

BALANÇO

De acordo com dados do último domingo, São Paulo já registrou 323.070 casos confirmados e 16.134 mortes por coronavírus desde o início da pandemia. Nesta segunda, a Secretaria da Saúde informou que a taxa de ocupação estadual em UTIs é de 63,9%, com 5.501 internados com sintomas severos da doença. São Paulo também já registra 176.494 casos recuperados e 48.366 altas hospitalares.

TESTES DE VACINA
O Governo do Estado também ontem que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, a iniciar a fase 3 dos ensaios clínicos para testar a eficácia e a segurança da vacina contra o coronavírus. Os voluntários serão profissionais de saúde que trabalham no atendimento a pacientes com covid-19.

As inscrições, segundo o Estado, começam na próxima segunda-feira (13) e o processo de testagem será iniciado em 20 de julho. Os profissionais de saúde não podem ter sofrido infecção provocada pelo coronavírus, não devem participar de outros estudos e não podem estar grávidas ou planejarem uma gravidez nos próximos três meses. Outra restrição é que não tenham doenças instáveis ou que precisem de medicações que alterem a resposta imune.

O Instituto Butantan está adaptando uma fábrica para a produção da vacina. A capacidade de produção é de até 100 milhões de doses. Se a vacina for efetiva, o Instituto Butantan vai receber da Sinovac, até o fim do ano, 60 milhões de doses para distribuição.

Os testes serão realizados em nove mil voluntários que trabalham em instalações especializadas para COVID-19, em 12 centros de pesquisas de seis Estados brasileiros: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. A convocação dos participantes voluntários está programada para começar neste mês após a aprovação ética ser obtida em cada local clínico.

Na capital paulista foram selecionados o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Hospital Israelita Albert Einstein. Ainda no estado de São Paulo participarão a Universidade Municipal de São Caetano do Sul, Hospital das Clínicas da Unicamp (Campinas), Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e o Centro de Saúde Escola da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.

MÁSCARAS NOS PRESÍDIOS
A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) de São Paulo informou ontem que o uso obrigatório de máscaras está mantido em todas as 176 unidades prisionais do estado.

A exigência da proteção é válida para todos os 35.258 servidores da pasta e os 218.701 presos do sistema estadual, o que torna inócuo o veto assinado pelo Governo Federal em todo o território paulista.

A decisão segue critérios científicos e de saúde adotados em todo o mundo como um dos principais métodos para impedir o contágio pelo coronavírus em ambientes com circulação de pessoas. Além de zelar pela saúde de servidores e de detentos, a Administração Penitenciária também ajuda a população de São Paulo a se proteger com a produção de mais de 4,2 milhões de máscaras nas unidades prisionais estaduais.

Beto Silva