A Secretaria de Saúde de Piracicaba atualizou nesta quinta-feira (11), o boletim da covid-19. Mais três mortes e 86 novos casos foram registrados na cidade. Os óbitos são de um homem de 74 anos e duas mulheres, de 92 e 34 anos. Com os dados de hoje, Piracicaba contabiliza 1.189 casos confirmados, 304 casos suspeitos, 2.043 casos descartados, 651 casos recuperados, 492 pessoas em tratamento e 46 óbitos.

Entre os 86 novos confirmados estão 52 Homens: 82, 74, 66, 65, 62, 61, 60, 59, 58, 57, 57, 55, 55, 51, 50, 50, 49, 48, 48, 48, 47, 46, 46, 44, 43, 43, 43, 42, 41, 41, 40, 40, 40, 40, 39, 38, 38, 38, 38, 37, 36, 35, 34, 34, 31, 31, 30, 29, 27, 25, 23 e 13 anos e 34 Mulheres: 79, 77, 76, 72, 70, 67, 66, 62, 60, 59, 55, 54, 51, 50, 49, 48, 45, 45, 42, 41, 40, 37, 36, 35, 34, 34, 34, 34, 31, 29, 28, 24, 17 e 03 anos.

São Paulo passa de 10 mil mortes

Com 283 novos óbitos contabilizados nas últimas 24 horas, o estado de São Paulo atingiu hoje (11) a marca de 10.145 mortes provocadas pelo novo coronavírus. Desde o início da pandemia, o estado soma 162.520 casos confirmados de coronavírus, com 30.383 pessoas curadas após receberem alta médica.

Até este momento, há 5.211 pessoas internadas em unidades de terapia intensiva (UTI) e 8.085 em enfermarias, em casos suspeitos ou confirmados de coronavírus. A taxa de ocupação de leitos de UTI do estado é de 69,4%, enquanto na Grande São Paulo está em 77%.

A taxa de isolamento social no estado atingiu ontem 46%, abaixo do que o governo considera como taxa mínima para evitar um colapso nos hospitais e evitar a propagação do coronavírus, estimada em 55%. A capital paulista teve um índice um pouco maior, de 48%.

Ontem (10), o governador João Doria prolongou, pela quinta vez, a quarentena no estado, acrescentando 15 dias ao período. Com isso, as medidas de isolamento social valem até o dia 28 de junho. O estado está em quarentena por causa da pandemia de covid-19 desde 24 de março.

BRASIL
Na última atualização do Ministério da Saúde, ontem (10) o país contabilizava 787.489 casos confirmados, sendo 32.913 em 24 horas e 40.276 mortes, sendo 1.274 em 24 horas. O Brasil também registra a recuperação de de 380.300 pessoas. A pandemia da covid-19 já infectou 7.545.427 pessoas e contabilizou 421.575 mortos. Entre os recuperados os números atingem 3.824.017

São Paulo vai produzir vacina contra o novo coronavírus

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou hoje (11) que São Paulo vai produzir uma vacina contra o novo coronavírus. Isso será possível por uma parceria que foi firmada ontem (10) entre o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac Biotech. A vacina é inativada, ou seja, contém apenas fragmentos do vírus mortos ou com baixa atividade. Com a aplicação da dose, o sistema imunológico passaria a produzir anticorpos contra o agente causador da covid-19.

“Hoje é um dia histórico para São Paulo e para o Brasil, assim como para a ciência mundial. O Instituto Butantan fechou acordo de tecnologia com a gigante farmacêutica Sinovac Biotech para a produção de vacina contra o coronavírus”, falou João Doria, governador de São Paulo. “Essa vacina do Instituto Butantan é das mais avançadas contra o coronavírus. E estudos indicam que ela estará disponível no primeiro semestre do próximo ano, ou seja, até junho do próximo ano. Com essa vacina poderemos imunizar milhões de brasileiros”, acrescentou. A vacina deve estar disponível no SUS a partir de julho de 2021

A vacina, chamada de CoronaVac, está em fase adiantada de testes. Ela já está na terceira etapa, chamada clínica, de testagem em humanos. “Um coronavírus é introduzido em uma célula do tipo Vero. Essa célula é cultivada em laboratório. O vírus se multiplica. No final, o vírus é inativado e incorporado na vacina, que será aplicado na população”, explicou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan. O investimento do Instituto Butantan para os estudos nessa fase clínica é de R$ 85 milhões.

Segundo Dimas, há no mundo hoje 136 vacinas contra o novo coronavírus em desenvolvimento, mas apenas dez delas atingiram a etapa de estudos clínicos. Três estão em fases ainda mais adiantadas de testes e a CoronaVac é uma delas.

Fase clínica
O desenvolvimento de uma vacina é feito em etapas. A primeira delas é a fase laboratorial, onde é feito a avaliação de qual a melhor composição para a vacina. A segunda etapa, chamada de pré-clínica, é a de testes em animais. A terceira etapa é a chamada fase clínica, de testes em humanos.

Essa terceira etapa é dividida em três fases. As fases 1 (inicial, que avalia se a vacina é segura) e 2 (que conta com uma maior quantidade de voluntários e avalia a eficácia do produto) já foram realizadas na China, com sucesso. Agora a vacina está entrando na fase 3, que será realizada no Brasil, com 9 mil voluntários, de todo o país, iniciando por São Paulo. Essa fase, que é um estudo populacional, deve ser começar já no mês de julho. “Dentro de aproximadamente três semanas, 9 mil voluntários estarão sendo testados aqui no Brasil”, disse Doria.

“Na fase inicial [da vacina] foram feitos estudos em macacos. Os resultados foram publicados na revista científica Science. A fase 1 [de testagem clínica] contou com 144 voluntários [chineses] e, a fase 2, com 600 voluntários na China. E a fase 3 será agora feita no Brasil”, explicou Dimas Covas.

Caso os testes feitos com esses 9 mil voluntários, na fase 3, se mostrem positivos, a vacina entrará na etapa de registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e então começará a ser produzida em larga escala. A expectativa do Instituto Butantan é de que a vacina poderá estar disponível para a população em junho de 2021. “Comprovada a eficácia e segurança da vacina, o Instituto Butantan terá o domínio da tecnologia e ela poderá ser produzida em larga escala no Brasil para fornecimento ao SUS [Sistema Único da Saúde] de forma gratuita até junho de 2021”, falou o governador. Então, caso ela seja aprovada, será produzida em larga escala tanto na China quanto no Brasil. O Butantan tem capacidade de produzir 1 milhão de vacinas por dia em sua fábrica de gripes”, disse Covas.

As primeiras pessoas a serem vacinadas no Brasil, segundo Dimas Covas, serão as dos grupos de maior risco, como idosos e/ou com comorbidades, ou seja, doenças pré-existentes.

Sinovac
Por meio de nota em seu site, a Sinovac Biotech informou que os resultados pré-clínicos “promissores sobre o CoronaVac foram publicados recentemente na revista científica Science, em um artigo afirmando que o candidato a vacina é seguro e fornece proteção a macacos rhesus por meio de um estudo de desafio com animais”.

Segundo a farmacêutica, a Sinovac está construindo uma fábrica comercial de produção de vacinas na China, que deverá fabricar até 100 milhões de doses de CoronaVac a cada ano.

“Estamos orgulhosos em participar da luta contra a covid-19 e esperamos trabalhar com o Instituto Butantan para ajudar o povo do Brasil. Por meio dessa parceria, a Sinovac poderá aumentar a velocidade sem precedentes do desenvolvimento da CoronaVac, sem comprometer nossos padrões e procedimentos de segurança”, disse Weidong Yin, presidente da Sinovac.

Fernanda Moraes
[email protected]
com Agência Brasil

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