Piracicaba tem pior novembro dos últimos 4 anos em empregos

Indicador só não foi pior devido ao excelente resultado nas contratações feitas pelo Comércio. (Crédito: Amanda Vieira/JP)

A geração de empregos em Piracicaba registrou o pior novembro dos últimos quatro anos. De acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, a cidade fechou o penúltimo mês do ano com menos 170 postos de trabalho. 

O saldo negativo não foi maior devido ao setor do comércio que, no período, registrou 283 contratações. Além do comércio varejista, fecharam o mês com saldo positivo o setor de serviços com 44 e serviços industriais de utilidade pública, que engloba energia e saneamento, com cinco vagas.

De acordo com as estatísticas do Caged, nos últimos anos, 2019 teve o pior novembro na geração de empregos em Piracicaba porque, o ano passado fechou com saldo positivo de 335 empregos, em 2017 foram 21 e, em 2016, quatro vagas. Já em 2015, novembro fechou no vermelho com menos 48 postos de trabalho.

Em 2019, o acumulado do ano está em 1.600 vagas positivas, enquanto nos últimos 12 meses, o resultado é de 233 postos.

O desempenho negativo de Piracicaba em novembro se deve às 3.639 admissões ante as 3.809 demissões no período.

No cenário nacional, o comércio também foi responsável por puxar a geração de empregos para cima. Beneficiada pelo setor e pelos serviços, a criação de empregos com carteira assinada atingiu, em novembro, o oitavo mês seguido de crescimento. Foram 99.232 postos formais de trabalho criados no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

Este foi o melhor nível de abertura de postos de trabalho para novembro desde 2010, quando as admissões superaram as dispensas em 138.247. A criação de empregos totaliza 948.344 de janeiro a novembro, 10,5% a mais que no mesmo período do ano passado.

A geração de empregos atingiu o maior nível para os 11 primeiros meses do ano desde 2013, quando tinham sido abertas 1.546.999 vagas no acumulado de 11 meses.

Apesar da alta, a criação de empregos em novembro concentrou-se em poucos setores. Na divisão por ramos de atividade, o campeão foi o comércio, seguido pelos serviços e em terceiro lugar vêm os serviços industriais de utilidade pública.

Beto Silva

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