Piracicaba tem saldo positivo de 273 novas empresas na pandemia

De março a julho, segundo a Jucesp, foram criados 568 CNPJs e extintos 295 (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Apesar da pandemia e da consequente crise econômica, Piracicaba registrou mais abertura de empresas do que fechamento de março a julho deste ano. De acordo com levantamento da Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo), neste período, foram criados 568 novos CNPJs e extintos 295. Um saldo positivo de mais 273 empresas na cidade.

Sem levar em consideração março (147 novas empresas), quando a economia ainda não estava sob os efeitos diretos da pandemia, o mês com mais abertura de empresas em Piracicaba foi julho, com 137 novos CNPJs. Esse movimento segue a tendência do estado. Segundo a Jucesp, em julho a Junta registrou o maior número de novas empresas no ano: 21.788 novas constituições em todo estado.

Após queda no número de novas empresas na cidade de março a abril – consequência direta da incerteza diante da pandemia, de abril a julho, o número de novos CNPJs evoluiu. Em abril foram registradas 65; maio, 98; junho, 121 e julho, 137.

Já o mês em que mais empresas fecharam na cidade durante a pandemia foi maio: 87. Em março, fecharam 51; abril, 13; julho e julho, 72 cada.

Para o presidente da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), Luiz Carlos Furtuoso, o saldo positivo de novos negócios na cidade durante a pandemia é, principalmente, reflexo da iniciativa de indivíduos em enfrentar a crise econômica. “Muitas pessoas ficaram desempregadas neste período, ou tiveram mais dificuldade em encontrar trabalho, então resolveram empreender”, diz.

Com objetivo de estimular a retomada da economia, o estado de São Paulo suspendeu as tarifas para abertura de empresas por dois meses a partir da última segunda-feira (24). No entanto, Furtuoso descarta que a iniciativa seja um estímulo relevante à dinâmica. O presidente da Acipi contextualizou, por meio dos valores da mensalidade para abrir e tocar um negócio: R$ 66,26 para empresa individual; R$ 151,86 para média empresa/sociedade anônima e R$ 372,74 para cooperativas, por exemplo. “São valores não tão significantes se comparado aos custos que a pessoa terá mês a mês para manter a empresa em funcionamento”, avalia.

Furtuoso pondera que, por certo, o benefício é visto como louvável pela Acipi, mas credita o estímulo de abrir um negócio próprio ao espírito empreendedor. “Um empreendedor acredita no sucesso, sempre, isso conta muito na segurança de abrir algo”.

Andressa Mota

Erick Tedesco