Com mudanças neste ano, eleitores devem verificar com antecedência em qual seção vai votar (Foto: Davi Negri)

A votação para escolher o prefeito, o vice-prefeito e os 23 vereadores para administrar Piracicaba nos próximos quatro anos demanda uma ampla estrutura logística e organizacional sob o comando do Cartório Eleitoral, com apoio de outros órgãos públicos, para atender as 290.998 pessoas registradas para votar em três zonas eleitorais.

“A distribuição pela cidade segue um zoneamento. A cidade é dividida em setores, de modo que as seções eleitorais sejam colocadas em escolas e que proporcione um menor deslocamento possível ao eleitor. É sempre pensando no melhor conforto para o eleitor em termos de deslocamento”, explica Wander Rossette, juiz da 93ª Zona Eleitoral.

Em 2020, serão 137 locais de votação e 872 urnas eletrônicas, divididas em todas as regiões do Município (perímetro urbano e zona rural) com o objetivo de facilitar o acesso do eleitor. Mas essa logística tem desafios. Neste ano, haverá 89 menos equipamentos para registro dos votos e redução no número de voluntários (presidentes de seções e mesários), por conta das restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus.

“Esse ano, nós tivemos aí uma redução média de 20 a 25% das seções eleitorais exatamente pela falta de mesários. Então, houve uma necessidade de uma readequação. Como nós tínhamos seções com menos eleitores, nós conseguimos fazer uma redistribuição e manter sempre dentro do número limite para evitar acúmulo no dia da eleição”, explicou Rodrigo Andreucci, juiz da 244ª Zona Eleitoral.

Conforme estimativa do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, Piracicaba terá 306 mesários a menos. Foram convocadas 3.828 pessoas ante 4.134 chamadas para trabalharem em 2018.

Na 93ª Zona Eleitoral, devem trabalhar neste ano cerca de 1.092 mesários – foram 1.212 em 2018. Na 244ª Zona Eleitoral, a diferença entre os pleitos também será pequena: trabalharão 1.144 mesários em 2020, ante os 1.050 mesários em 2018. A diferença maior é em relação à 270ª Zona Eleitoral, com 280 postos a menos (1.592 mesários para este ano, enquanto em 2018 fora 1.872 mesários).

De acordo com o Cartório Eleitoral, a redução no número de urnas é resultado da decisão em não utilizar os equipamentos mais antigos, usados nas eleições de 2006 e 2008. Em contrapartida, foram abertos novos locais de votação, com o objetivo de evitar aglomeração.

Na 93ª Zona Eleitoral serão 286 urnas em 311 seções do total, distribuídas em 35 locais de votação, para 103.088 eleitores. Para equalizar a diferença entre a quantidade de urnas e seções, 12 foram agregadas e 13 redistribuídas. São novos locais de votação as escolas municipais Vilma Leme Dal Pogetto (Parque Jupiá), Antônio Boldrini (Parque Orlanda), Maria Aparecida Lordello Beltrame (Parque São Matheus) e Décio Miglioranza (Ártemis).

Na 244ª, foram reduzidas 27 urnas nessa eleição e o total são 97 seções em 47 locais de votação. Em Piracicaba, serão quatro novas escolas nesta Zona Eleitoral: são a EE Professor Benedito Evangelista Costa (Jardim Gilda), EM Professora Olívia Caprânico (Mario Dedini), EM Jesuina Camillo Pipa (Santa Rosa) e a EM professor Alberto Thomazi (Parque São Jorge).

Já na 270ª Zona Eleitoral estão cadastradas 261 seções, distribuídas em 55 escolas para votação.

Outra preocupação, dentro da logística para votação, é com a acessibilidade. Os eleitores com alguma deficiência devem informar, com antecedência, quais as suas necessidades. Embora o prazo já tenha vencido, o juiz da 270ª Zona Eleitoral, Mauro Antonini, informa que é possível, caso tenha dificuldade, acionar a equipe das próprias escolas e até mesmo do Cartório Eleitoral.

Da Redação

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