Piracicaba vive aumento de mortes e infectados por covid-19

Até ontem, 3 de junho, a cidade contabilizada 38 mortos e 697 infectados (Foto: Amanda Vieira/JP)

Nos últimos cinco dias Piracicaba registrou 32,5 infectados e 2,4 mortes diariamente pela covid-19. Ontem, em mais um dia com mortes pela doença, a cidade contabilizou quatro vítimas e 32 diagnósticos de infectados pelo coronavírus.

No aumento das estatísticas, Piracicaba conta agora com 38 mortos e 697 infectados. As vítimas fatais desta quarta-feira são três mulheres de 68, 80 e 87 anos e um homem de 68 anos. Entre os novos casos positivos, a faixa etária é de cinco a 81 anos, sendo 18 homens e 14 mulheres.

A Secretaria de Saúde do município divulgou comunicado informando 283 casos suspeitos, 238 pessoas em tratamento, 421 curados e 1.759 casos descartados.

MORTES NO ESTADO
O Estado de São Paulo registrou nesta quarta-feira 8.276 óbitos e 123.483 casos confirmados pelo novo coronavírus. Entre as pessoas diagnosticadas com a covid-19, 23 mil foram internadas, curadas e tiveram alta hospitalar.

Das 645 cidades, houve pelo menos uma pessoa infectada em 537 municípios, sendo 274 com um ou mais óbitos.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI mantêm-se estáveis, com 84,7% na Grande São Paulo e 72,3% no Estado. O número de pacientes internados é de 11.959, sendo 7.432 em enfermaria e 4.527 em unidades de terapia intensiva.

CAPACIDADE HOSPITALAR
O Governo do Estado de São Paulo anunciou ontem o primeiro balanço de avaliações de taxas de capacidade hospitalar e avanço do contágio por coronavírus do Plano São Paulo para retomada consciente da economia. Os critérios de saúde dos últimos sete dias, segundo o governo, mostram tendências de melhora ou piora para 17 áreas de saúde em todo o Estado.

Os indicadores de cada DRS (Departamento Regional de Saúde) determinam cinco possíveis fases de reabertura de atividades econômicas não essenciais. Os critérios são: média da taxa de ocupação de leitos de tratamento intensivo para covid-19; número de leitos UTI (Unidade de Terapia Intensiva) covid-19 por 100 mil habitantes; e taxas de acréscimo ou decréscimo de casos confirmados, internações e mortes pela doença na comparação com a semana anterior.

Os dados compilados entre os dias 26 de maio e 2 de junho apontam melhora em três dos cinco critérios na média estadual.

A taxa de ocupação de leitos de UTI caiu de 73,5% para 72,4%, o número de vagas por 100 mil habitantes foi de 11,8 para 13,3 e as internações decresceram três pontos percentuais. Com a ampliação da testagem, houve aumento na índices de casos (61%) e de mortes (23%) por covid-19.

“Os dados não mostram piora, muito pelo contrário. O que nós temos é uma elevação no número de casos novos que está vinculado ao aumento da testagem. Isso era um resultado esperado”, afirmou o médico coordenador executivo do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo, João Gabbardo.

“Os indicadores apontam para que, com segurança, possa se dar andamento a um processo de novo controle sobre as atividades”, apontou.

O Estado aponta melhora significativa na capacidade hospitalar das seis sub-regiões da Grande São Paulo. A taxa de ocupação de leitos UTI caiu de 93% para 85,5% na média de vagas oferecidas em 106 hospitais. Houve avanço na implementação de novos leitos, com incremento de 161 vagas na região metropolitana da capital. Em todo o estado, há 4.693 leitos exclusivos para pacientes infectados pelo coronavírus.

A tendência semanal também foi de melhora nas regiões da Baixada Santista, Taubaté e Registro, enquanto o viés de piora foi verificado nas áreas de Bauru e Barretos. Por enquanto, não há alteração nas classificações de quarentena anunciadas na semana passada.

Continuam com restrição máxima os municípios da Grande São Paulo – exceto a capital –, Baixada e Registro, enquanto que dez regiões estão na fase 2 (laranja) com flexibilização em nível mais restrito e outras quatro estão na fase 3 (amarela) (entenda as regras do Plano São Paulo.

Na próxima quarta-feira, o Governo de São Paulo vai divulgar um novo balanço do plano com a possibilidade de reclassificação das regiões para fases mais ou menos restritas de reabertura econômica a partir do dia 15.

Essa realidade será mantida, no mínimo, até o próximo dia 15 de junho na atual quarentena, reforçou o governo paulista.

MP ORIENTA PREFEITURAS
O Ministério Público recomendou à Prefeitura de Piracicaba para que cumpra o decreto estadual que estende a medida de quarentena até 15 de junho, respeitando a classificação na fase dois de acordo com as condições epidemiológicas e estruturais.

Pela recomendação do Ministério Público, comércio, serviços e shopping terão que funcionar somente quatro horas por dia. O prefeito Barjas Negri (PSDB) se reuniu nos últimos dias com o grupo de trabalho do coronavírus para responder ao órgão e como adaptar o decreto municipal ao estadual.

Em Rio das Pedras, a prefeitura suspendeu o decreto de relaxamento da quarentena a pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo. A recomendação expedida pelo promotor de Justiça Eduardo Pasqua levou a prefeitura a suspender o decreto municipal que relaxava as regras para isolamento social. O texto do Poder Executivo local tinha como base a fase 3 do Plano São Paulo de retomada das atividades, mas Rio das Pedras foi enquadrada na fase 2, o que exige a adoção de medidas contra aglomerações.

De acordo com o traçado pelo Governo do Estado, Rio das Pedras pode liberar o funcionamento de estabelecimentos como imobiliárias, concessionárias e escritórios, mas estes devem abrir com 20% da capacidade e durante quatro horas seguidas, além de seguir protocolos específicos. Já serviços considerados não essenciais seguem proibidos.

Beto Silva