Piracicabana se reapresenta à Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica e sonha com mais uma olimpíada

A piracicabana Nicole Pircio, atleta da Ginástica Rítmica da Seleção Brasileira, em Tóquio - divulgação/atleta

Nicole tem como meta os Jogos de 2024, na França

Depois de dias intensos vividos em Piracicaba, com eventos, entrevistas e homenagens, a ginasta Nicole Pircio Nunes Duarte retorna hoje, ao trabalho. Ela viaja neste domingo, 16, para Aracaju, capital sergipana, para se reapresentar à Seleção Brasileira. Seus planos para 2022 são grandiosos, seja no seu clube, a Unopar, do Paraná, ou com a seleção canarinho, onde pretende se firmar na equipe principal.

“Minha meta é estar na equipe titular e representar o Brasil da melhor forma possível, chegando em finais de várias etapas da Copa do Mundo”, projeta a atleta piracicabana, que ainda tem objetivos individuais. “Quero estar novamente na final do campeonato mundial e ajudar o Brasil a chegar no top-5 do mundo”, espera a jovem.

Enquanto esteve em recesso, ela teve uma agenda pesada na Noiva da Colina. Entre os convites que recebeu estavam palestras em algumas academias e escolas, além de apresentações em clubes da cidade e homenagens que recebeu de autoridades políticas. Durante esses dias, a jovem atleta olímpica de apenas 19 anos buscou passar um pouco de sua experiência às meninas que estão começando no esporte.

A participação em Tóquio, para ela, foi algo que mudou sua vida e sua visão sobre o esporte em geral. “Foi uma vida inteira sonhando em um dia ter essa oportunidade. Buscava tudo que era necessário para me tornar uma atleta capaz de participar dos Jogos Olímpicos”, diz. “Busquei esse sonho todos os dias; em cada segundo do meu dia”, falou a ginasta, que disputou a prova de conjunto com suas colegas de Seleção Brasileira.

Nicole conta que, nessa trajetória olímpica, muita gente foi importante. Além da família, ela faz questão de citar as professoras e técnicas que a ajudaram nessa caminhada. “A Helena e a Maria foram as primeiras; a Virgínia Nobre, da Unopar, que me achou e me levou para um clube maior, onde abriu portas para eu ser vista pela Camila Ferezin, técnica da seleção e que me deu a oportunidade de me tornar uma ginasta de seleção e realizar meus sonhos”, reconhece.

Nicole começou no esporte ainda criança, na academia Pira Olímpica, na Vila Rezende, na modalidade ginástica artística. Aos 10 anos, passou a integrar a equipe de ginástica rítmica de Piracicaba, se apaixonou pela modalidade, e não parou mais.

CURIOSIDADES
Beleza, elasticidade, habilidade, graciosidade, agilidade, expressão artística. Essas são algumas das qualidades necessárias a praticante da ginástica rítmica. E todas elas são encontradas mais facilmente nas mulheres, únicas participantes da modalidade.

A GR, como é chamada, surgiu por volta da década de 1920, quando foram acrescentados novos exercícios e música à ginástica artística. Seu primeiro campeonato foi disputado em 1961, justamente um ano antes da Federação Internacional de Ginástica reconhecer a categoria.

A estreia em Jogos Olímpicos aconteceu mais tarde, em Los Angeles 1984. A ginástica rítmica conta com provas individuais e por conjunto, na qual cinco ginastas se apresentam juntas. Os aparelhos utilizados na GR são arco, maça, bola, fita e corda. Rússia, China, Estados Unidos, e Japão são considerados os melhores da história no esporte.

Erivan Monteiro
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