Piracicabanas criam núcleo local de grupo nacional

Núcleo de Piracicaba estrutura pauta de ações | Foto: Claudinho Coradini/JP

Grupo Mulheres do Brasil, criado em 2013 pela empresária Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza, agora tem um núcleo local. É o Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Piracicaba, oficialmente concebido em 3 de agosto e atualmente formado por 32 mulheres. A educadora social e publicitária, Franciele Moraes, que coordena o grupo junto à Lilian Olegário, agora busca mais residentes da cidade para encorpar o que chama de “ações transformadoras”, principalmente ligadas a questões políticas e temas que dizem respeito à sociedade, como constantes problemas de falta de água.

O Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Piracicaba, ressalta Franciele, tem atuação nas redes sociais, como no Instagram (@grupomulheresdobrasilpira), e qualquer mulher pode participar do grupo. “Não precisa de tempo, dinheiro ou conhecimento. Precisa apenas amar o Brasil e esteja disposta a colaborar. Somos um grupo suprapartidário, mas apoiamos leis e projetos que visam a melhoria do nosso país”.

Ela integrou o núcleo Campinas por um ano e sentiu “desejo e necessidade” de trazer o grupo a Piracicaba. “Passei por um processo seletivo e psicológico e o núcleo está oficialmente formado desde 3 de agosto”, conta. Por enquanto, elas se reúnem apenas virtualmente, mas já tem ao menos três pautas definidas.

Em setembro, a primeira ação será entrevistar as quatro pré-candidatas mulheres à Prefeitura de Piracicaba, que são Adriana Sgrigneiro, a Coronel Adriana (PSL), Carolina Angelelli (PDT), Erica Gorga (Patriotas) e Nancy Thame (PV). “Para mostrar seus projetos e como cada uma chegou à política, evidenciar o poder e o protagonismo feminino”, revela Franciele.

Sobre projetos sociais, o primeiro engajamento, ela aponta, é a luta contra a Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto). “Moro na região de Santa Terezinha e aqui, como moradora, assim como outras integrantes, temos muitos problemas com falta de água, preço que não condiz com o abastecimento. Queremos entender o rodízio de água – e a lei ampara!”

Educação, no que diz respeito à assistência aos alunos e professores, principalmente os eventuais, é a terceira pauta do núcleo Piracicaba. “Eventuais não conseguem receber o auxílio emergencial e, ao mesmo tempo, não tem atribuição de aulas para poderem trabalhar. Ficam sem renda”. Com intuito de transformar o país através do protagonismo feminino, o projeto conta com mais de 50 mil mulheres cadastradas, está em 95% dos estados Brasileiros e em mais de 10 países no exterior. Atualmente existem mais 100 núcleos pelo país.

Erick Tedesco