Piracicabano já pagou R$ 329 milhões em impostos este ano

Quase 70% da arrecadação é decorrente da chamada ‘tributação sobre o consumo’. (Foto: Amanda Vieira / JP)

Até o final da tarde de ontem a população de Piracicaba pagou R$ 329,908 milhões em impostos, segundo apontou o Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). Desse valor, R$ 230,935 milhões estavam ‘embutidos’ em produtos comprados ou em serviços contratados, segundo estimativa do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação).

“Quase 70% da arrecadação é decorrente da chamada tributação sobre o consumo”, pontua o presidente-executivo da entidade, João Eloi Olenike.

Entre os principais impostos incluídos nesta lista, estão ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), IPI (sobre produtos industrializados), PIS e Cofins, além de ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza), tributo municipal que incide sobre a prestação de serviços.

No material divulgado pela ACSP, Olenike explica que os produtos que ‘escondem’ os maiores percentuais de impostos são os considerados danosos à saúde, como cigarro e bebidas alcoólicas, além daqueles que entram na categoria de supérfluos e de luxo. “Nesta lista, estão eletroeletrônicos, perfumes. Se forem importados, a tributação aumenta mais ainda”, acrescenta.

 

COMPARATIVO
Quase R$ 25 milhões. Esse é o valor que o piracicabano já pagou a mais de impostos neste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o Impostômetro, os contribuintes desembolsaram R$ 329,908 milhões em tributos entre 1 de janeiro e 13 de setembro de 2019, ante os R$ 305,167 milhões contabilizados nos mesmos dias de 2018.

 

ORÇAMENTO
No dia a dia, pouca gente se dá conta do quanto estes tributos pesam no bolso. No ano passado, 153 dias trabalhados pelos brasileiros foram para pagar impostos, segundo a associação paulista. Considerando que a renda de uma família de quatro pessoas seja de R$ 5 mil, pelo menos 33% (R$ 1,650 mil) serão corroídos, todos os meses, pelo chamado tributo sobre consumo.
No cálculo, estão incluídos os impostos de tudo que uma família compra, os que incidem nas mensalidades escolares, na refeição fora de casa e nas contas de água, telefone e energia.

 

 

Beto Silva
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