Piracicabano vence ‘Oscar’ da Conservação da Biodiversidade

Projeto do piracicabano tem chancela do príncipe Charles | Foto: Divulgação

O engenheiro florestal piracicabano Laury Cullen Jr., pesquisador e fundador do IPÊ, está mais uma vez em evidência entre os promotores de boas práticas do meio ambiente. Ele é um dos 13 vencedores do Whitley Continuation Funding, realizado pela fundação inglesa Whitley Fund for Nature, considerada o Oscar da Conservação da Biodiversidade e que tem, inclusive, envolvimento do príncipe Charles, filho da rainha Elizabete, do Reino Unido.

O prêmio, explica Cullen, é uma extensão do mesmo prêmio conquistado em 2002, destinado a conservacionistas do mundo todo, com o objetivo de garantir escala a projetos já apoiados uma vez pela organização.

O reconhecimento é pelo projeto “Corredores para a vida”, que reconecta florestas na Mata Atlântica. “Por causa do desmatamento e queimadas, hoje existem muitos espaços, buracos nas florestas, e é preciso reflorestar para que diversas espécies nativas, como o mico-leão-preto, sobrevivam. Nasceu da necessidade de conservar espécies raras e endêmicas (que só existem naquela região)”, destaca o pesquisador, formado na Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz).

Pela contabilidade de Cullen, em um trabalho de mais de 30 anos, o projeto já restaurou mais de dois mil hectares de floresta e estima que plantou cerca de 4 milhões de árvores, e não à toa é um projeto reconhecido como “maior corredor já reflorestado no Brasil”, que conecta as duas principais Unidades de Conservação da Mata Atlântica de interior: o Parque Estadual Morro do Diabo e a Estação Ecológica Mico-Leão-Preto.

“Este é mais um grande passo importante na missão de reconectar a floresta do Pontal do Paranapanema. Temos trabalhado nisso ao longo de mais de 25 anos e, com certeza, daremos um grande salto graças ao fundo do Whitley. É um prêmio para nós, do IPÊ, mas acima de tudo, para a Mata Atlântica”, comemora.

Com o Continuation Funding, ressaalta, será possível plantar 500 hectares da floresta em dois anos. Ou seja, serão mais 1 milhão de árvores na Mata Atlântica, que segundo Cullen, vão gerar benefícios climáticos, compensando 43.000 toneladas de carbono; irão apoiar a conservação de espécies ameaçadas de extinção e darão oportunidades de trabalho em restauração para comunidades locais.

Erick Tedesco

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