60% dos motoristas entrevistados pelo JP são contra e 40% apoiam a medida proposta por Bolsonaro. (foto: Claudinho Coradini/JP)

Os motoristas piracicabanos divergem quando o assunto é a proposta do presidente Jair Bolsonaro (PSL), para alterar as atuais normais do CTB (Código de Trânsito Brasileiro). O projeto de lei, proposto em junho deste ano, prevê o máximo de 40 pontos na carteira (o dobro da legislação vigente, que estabelece 20), tira a obrigatoriedade do exame toxicológico para motoristas, elimina a multa para quem transportar crianças menores de sete anos sem cadeirinha e pretende diminuir os radares de velocidade nas rodovias.

O Jornal de Piracicaba entrevistou dez motoristas da região central da cidade, dos quais 60% entre homens e mulheres disseram ser contra, enquanto 40% aprova as novas alterações. O taxista Edson Medina diz que as leis para motoristas profissionais deveriam ser diferentes para os motoristas de passeio. “Está certo mudar os 20 pontos na carteira, para nós que vivemos disso é melhor, mas para esses motoristas novos que passam acelerados pelas ruas deveria continuar as leis mais rígidas”, afirmou Medina.

A diarista Rosimeire Zonta enfatizou a importância da legislação de trânsito mais rigorosa. “O pessoal abusa, muitos dirigem como loucos. Alguns motoristas parecem que estão em uma pista de corrida, não tem respeito pelo pedestre, os radares de certa forma nos dá mais segurança, então tem que ter radar sim!”, argumentou Rosimeire.

“A cadeirinha para criança é necessária, pois é uma segurança para os pequenos. Imagine uma criança solta pelo banco, o cinto não tem a mesma proteção como a cadeirinha”, ressaltou a aposentada Farildes Batagelo. Para o professor Fábio José de Oliveira falta conscientização para os motoristas. “Acredito que a alteração dessas leis seja um retrocesso, pois abriremos mão de direitos conquistados, não estamos prontos para esse afrouxamento, ele só vai nos gerar mais problemas e insegurança”, ressaltou o professor Fábio José de Oliveira.

PESQUISA

Segundo pesquisa divulgada recentemente pelo Datafolha, no balanço feito pelos brasileiros sobre as propostas, 41% consideram que o trânsito irá se tornar mais violento, e para 36% a situação não mudará. Há 20% que consideram que haverá mais segurança, e 3% não opinaram.

Letícia Azevedo
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