Piracicabanos do Yamasasi lançam o alternativo ‘Colorblind’

Banda piracicabana já se apresentou em grandes festivais nacionais, como Locomotiva e Do Sol | Foto: Isabela Yu

Yamasasi é uma palavra que não existe. Foi inventada e sem uma explicação, apenas para intitular a nova banda de quatro jovens de Piracicaba. No fim, faz sentido, afinal, a sonoridade proposta é autentica – uma descolada mistura de rock alternativo, surf music e noise, que pode ser agora conferido no disco de estreia, “Colorblind”.

“Colorblind” reúne 10 faixas que refletem sobre distâncias, frustrações, isolamento e questões existenciais sobre as dores de crescer. O álbum saiu de forma independente e está disponível nas principais plataformas de streaming (smarturl.it/ColorblindAlbum).

Yamasasi é João Pedro Matos (voz e baixo), João Fernando Vieira (guitarra), Benetton (guitarra) e Gustavo Ferrari (bateria), que apesar de apenas três anos desde que foi formada, em 2017, é uma banda com experiências relevantes: à época da divulgação do EP “Hungry/Pace” se apresentaram em importantes festivais do circuito indie nacional, como Bananada (Goiânia), Locomotiva (Piracicaba) e Do Sol (Natal).

Ferrari, em entrevista ao Jornal de Piracicaba, conta que “Colorblind”, em relação ao EP, é um registro mais cru, no entanto, com composições de estruturadas mais bem elaboradas. “Tivemos mais tempo para pensar num conjunto de músicas”. Tem a ver com a gênese da banda, um projeto que, ele conta, surgiu de modo descompromissado, pensando em criar letras e riffs fáceis e diretos.

Segundo o baterista, é um álbum com forte influência de bandas internacionais como Wavves, The Growlers, Bass Drum of Death a Best Coast e Fidlar.

“A banda foi sentindo o que ouvíamos no momento, então tem um pouco de tudo, diversas referências”, completa Ferrari.

A meta com “Colorblind” é a famigerada aspiração de toda banda, seja novada ou experiente. “Conseguir não parar em casa, montar uma turnê e levar o álbum a mas ouvidos possíveis”, ressalta o responsável pelas baquetas na Yamasasi.

“Colorblind” foi antecipado com o single “Pancho”, uma canção dedicada aos questionamentos sobre como a vida seria caso fossem tomadas decisões diferentes. O pensamento sobre outras possibilidades também norteia “Tell Me What To Do”, faixa inspirada pela série Girlboss que imagina uma tentativa de recuperar um relacionamento após uma traição.

As aparências superficiais dão o tom de “Breathe In/Out”, cuja letra reflete sobre mascarar os problemas e usar a diversão como escape. Outras temáticas sobre amadurecimento, como o ócio (“Lost Boy”), despedidas (“Song #1’’) e fracassos (“Clever”) permeiam todo o disco.

Erick Tedesco ([email protected])