Planejamento tributário? Saiba o que é antes de abrir sua empresa

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Ter o próprio negócio é o sonho de muitos, mas saber quais impostos que o acarretam é essencial

Gerenciar um negócio no Brasil pode ser bem complicado caso esteja começando a empreender. Para se ter uma ideia, é necessário enfrentar uma série de questões burocráticas primordiais para que o seu funcionamento dentro da legalidade como: leis trabalhistas, fiscalização, estrutura e quitação de impostos federais, estaduais e municipais, entre outras.

Quem deseja gerenciar uma empresa e preza pelo bom funcionamento desta, no que diz respeito aos clientes e aos funcionários precisa enfrentar toda a burocracia e, dentre tantas informações importantes para um empresário considerar, antes ainda da abertura e desenvolvimento de sua empresa, duas se sobressaem: o regime tributário e o tipo de empresa que será constituída.

O regime tributário, ou seja, os impostos que incidem sobre certa atividade, podem ser o pesadelo de muitos empresários e são responsáveis pelo fracasso de muitos. Para isso é importante que faça um planejamento tributário da empresa para que não ocorra problemas fiscais no futuro podendo até acarretar crimes, evasões e sonegação de impostos. Segundo estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), sonegar impostos pode ser um “tiro no próprio pé”, pois, quando certos tributos não são recolhidos para o Governo, este tende a cobrar tarifas maiores em produtos e serviços que pesam no bolso de todos.

Caso não tenha experiência ou instrução para isso, o ideal é procurar por um especialista. Hoje em dia está mais fácil de encontrar esses profissionais, pois como essa necessidade está cada vez maior por parte de quem deseja abrir uma empresa, muitos profissionais têm se especializado em características específicas do setor para lidar com fatores como: tipo da empresa, regime tributário ideal, atividade exercida, legislação do território de atuação etc.

De acordo com Roger Madeira, profissional que atua no ramo de planejamento tributário no Brasil e em outros países: “É necessário expandir cada vez mais as áreas de atuação, até mesmo internacionalmente. Por isso, buscamos aperfeiçoar a estrutura jurídica, contábil, societária, blindatória, sucessória, fiscal e tributária de empresas nacionais e internacionais, a fim de facilitar os trâmites técnicos e burocráticos alheios a muitos empreendedores, mas também economizar dinheiro com impostos e lucrar mais”.

Segundo Roger, o planejamento tributário necessita de consultoria, pois nem sempre os mesmos procedimentos que garantem o sucesso de uma empresa no Brasil, garantirão o sucesso em outros países. Os salários e taxas nos Estados Unidos, no Chile ou no Uruguai variam bastante e diversos tipos de formatos de empresas podem ser estudados para avaliar qual se encaixa melhor dentro da proposta do cliente. Ele também leva em consideração que a exportação de serviços possui muitas vantagens e isenções fiscais, que são largamente desconhecidas pelo empreendedor brasileiro.

De qualquer forma, de acordo com dados do IBPT, 33% do faturamento de uma empresa, em geral, é destinado ao pagamento de tributos. E levando isso em consideração, o especialista oferece algumas ideias para organização do planejamento tributário, tais como: ter em mente a expectativa do faturamento da empresa; buscar ajuda de especialistas na área e, por último, estudar e analisar o melhor mercado para atuação considerando a menor carga tributária em mente, a fim de focar o máximo possível no pagamento correto de tributos, saindo da sonegação, mas equilibrando o valor entre lucro e gastos.

Da Redação

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