Cobra preta mexicana ou king snake foi localizada (Divulgação)

Duas cobras exóticas, corn snake e cobra preta mexicana ou king snake (negrita), além de lagarto exótico conhecido como Gecko Leopardo foram localizados em um estabelecimento, no bairro Paulista, em Piracicaba pela Polícia Militar Ambiental. A apreensão foi divulgada pela corporação nesta sexta-feira (25), mas ocorreu há dois dias. A responsável pelo estabelecimento foi multada em R$ 2,6 mil.

Lagarto exótico conhecido como Gecko Leopardo estava em aquário (Divulgação)

De acordo com a corporação, a localização dos répteis foi realizada após a checagem de uma denúncia de que seriam mantidos em cativeiro na cidade. Os policiais localizaram as cobras e lagarto dispostos em aquários, limpos, alimentados, protegidos das intempéries e sem sinais de ferimentos e sem nenhum tipo de identificação (chip), nem autorizações para tê-los.

Proprietária do estabelecimento foi multada em R$ 2,6 mil (Divulgação)

A infratora foi autuada por manter animais exóticos no território do Estado de São Paulo sem a devida autorização do órgão competente, com base no artigo 31 da lei federal 9605/98, que responderá em liberdade pelo crime ambiental. Todos os animais exóticos foram recolhidos e destinados a centro de triagem regulamentar, na cidade de Botucatu

DESEQUILÍBRIO

No próprio aquário, onde a cobra-rei preta mexicana foi encontrada no interior do estabelecimento, constava um informativo de essa espécie que enfatizava, que geralmente ocupa áreas rochosas e de vegetação em várias regiões do deserto de Sonora, no noroeste de Sinaloa, no México e em pequenas partes do Arizona. Sua dieta consiste principalmente de pequenos roedores, lagartos, pássaros, ovos e outras cobras. Embora terrestres, também escalam baixa vegetação e são excelentes nadadoras. Expectativa de vida é de 20 a 30 anos.

O ambientalista Gustavo Pinto destaca a responsabilidade em retirar esse tipo de animal exótico da natureza. “Nossa fauna não está preparada para essa espécie. Muitas vezes, a pessoa que adquire essa espécie enjoa, e simplesmente solta na natureza. Como não está em seu habitat, vai sair devorando tudo o que vem pela frente, até mesmo outras cobras e até cotias. Assim como as muitas ações humanas, essa interferência na natureza, mais uma vez pode prejudicar o equilíbrio do ecossistema, por isso a autorização dos órgãos competentes é importante para evitar essas situações”, enfatizou o ambientalista.

Cristiani Azanha

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