Policiais localizaram casal perambulando pela cidade (Divulgação)

Um casal de idosos perdeu R$ 12 mil após cair no golpe do falso sequestro, na tarde deste sábado em Piracicaba. Eles acreditavam que pagariam pelo resgate do filho. Ao mesmo tempo em que o estelionato era realizado, os criminosos também estavam em contato com o filho que pensava que seus pais estavam sequestrados e já tinha levantado uma quantia em dinheiro para fazer o depósito, após a intervenção da Polícia Civil.

Uma força-tarefa foi realizada pelos policiais das equipes da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) e UIP (Unidade de Inteligência Policial) do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária) do Interioor.
Após a equipe de sobreaviso da Deic foi acionada pelo plantão policial, pois familiares de um casal de idosos, alegaram que tinha sido sequestrados e que os criminosos estariam solicitando resgate de R$ 50 mil reais para libertá-los.

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Na unidade policial, a equipe da 2ª Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) fez contato com os familiares do casal supostamente sequestrado, constando que o criminoso que negociava o resgate, utilizava a linha de WhatsApp da idosa que estaria sequestrada. Analisando a conversa e áudios enviados pelo suposto sequestrador, observou-se algumas características típicas da fraude conhecida como “golpe do falso sequestro”.


Em contato com policiais da UIP, eles passaram a realizar levantamentos, contatando que de fato tratava-se de um golpe em ambas as vítimas – o casal acreditava que o filho estaria sequestrado e obedecia os comandos dos criminosos em não procurar a polícia, realizar depósitos e transferências de valores e permanecer na linha com eles evitando assim que tivessem contato com os familiares.


O filho por sua vez, ao ser contatado pelos criminosos pela linha WhatsApp de sua mãe (clonado), passou a acreditar que de fato seus pais estariam sob cárcere e então passou a fazerem “vaquinha” entre amigos e familiares para juntar a quantia pedida pelos criminosos, porem foi impedido de realizar o depósito pela equipe da Deic.

Ainda conforme a polícia, as equipes da 1ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais e 3ª DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa), realizaram buscar pelo casal, constatando através de pesquisas nos sistemas da Polícia Civil, que o casal estaria perambulando pela cidade a bordo de seu veículo.

Por volta das 13h – após mais de seis horas de buscas, o veículo do casal foi interceptado por um policial civil da Deicque estava de folga e também auxiliou nas buscas. Ele passou as coordenadas da localização do veículo e apoio dos guardas civis da Romo (Ronda Motorizada) constataram que a idosa ainda permanecia com os criminosos na linha.

O casal foi escoltado até o plantão policial, onde foi recebido pela família, onde o caso foi registrado e depois será investigado pela Deic.

Polícia Civil monitora golpes aplicados na cidade

Mês passado, a Polícia Civil alertou a necessidade de cautela para os casos de golpes de falso sequestro, que dobraram desde o início da pandemia da covid-19. Os criminosos aprimoraram esse tipo de estelionato para coagirem as vítimas.

Segundo a UIP, é preciso ter cautela até no uso das redes sociais, pois apesar de aparecer ser uma ação inofensiva como o check in em algum estabelecimento, pode ser uma pista do alvo que vem sendo monitorado pelos golpistas.

Em entrevista ao Jornal de Piracicaba, o investigador Mauro, da UIP explicou que os golpes vem sendo realizados com mais frequência, porque os golpistas se “armam” com algumas informações privilegiadas, por exemplo, informações familiares para deixarem o golpe mais convincente.

O diretor do Deinter-9, Kléber Antonio Torquato Altale disse que em caso de golpes telefônicos, é importante que desligue o telefone imediatamente e tente entrar em contato com o familiar. “Eles mantém a vítima na linha telefônica para evitar que a vítima entre em contato com os familiares e vice-versa. É importante procurar a delegacia mais próxima o mais rápido possível”, disse o delegado.

Recentemente, na região do Deinter, outra vítima chegou a ficar 15 horas seguidas conversando com criminosos. Eles também mandam que a pessoa vá para um hotel para pernoitar até a manhã seguinte para conseguir realizar algumas transações bancárias com valores mais elevados.

“É importante ter cautela com senhas e o uso das redes sociais. Principalmente, não clique em nenhum link de banco ou de outras mensagens que pode ser suspeitas, pois seu aparelho pode ser clonado”, advertiu o investigador.

Cristiani Azanha
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