Polícia Civil participa de operação nacional contra exploração infantil

VIaturas da polícia civil de São Paulo Ciete Silvério/ Governo do estado SP

Policiais civis cumpriram 13 mandados de várias cidades de abrangência do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) durante a Operação Black Dophin deflagrada na quarta-feira (25). São elas: Piracicaba, Hortolândia, Monte Mor e Nova Odessa, além de Americana, Rio Claro, Brotas, Casa Branca e Pirassununga. A operação, que começou com uma investigação de 2018, tem o objetivo de coibir tráfico e exploração de crianças.

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O delegado divisionário da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) do Departamento, Wilson Lavorenti disse que vários materiais de informática foram apreendidos durante a ação. “A Deic, a pedido da Delegacia Seccional de Americana deu apoio nos cumprimentos em vários endereços. Somente em Americana, duas pessoas, que são alvo da investigação foram levadas à delegacia para esclarecimentos depois liberadas, mas os materiais apreendidos terão uma apuração mais aprofundada pelos policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Americana”, afirmou Lavorenti. Já em Campinas, uma pessoa foi presa e outras duas em Jundiaí suspeitos de pedofilia.
INÍCIO
A operação, que faz uma menção ao nome de uma prisão russa (Black Dolphin), que era considerada uma das mais temidas do mundo. Segundo a investigação, um dos chefes da organização, descoberto em 2019, dizia que as leis brasileiras são “ridículas” e no Brasil não haveria prisão para segurá-los, e apenas a “Black Dolphin” poderia detê-los. Em 2020 esse provável chefe foi identificado com residência no Brasil. Foi perfilado como machista, autoritário e possessivo.

Pouco tempo depois foi instaurado Inquérito Policial pela Delegacia Seccional de Polícia de São José do Rio Preto/SP. Após constante monitoramento, um dos alvos de pedofilia fora identificado e descobriu-se um plano onde ele pretendia vender sua sobrinha para predadores sexuais na Rússia. O plano dele era levá-la à Disney da Europa e cambiá-la para os predadores na Rússia, alegando que ela teria desaparecido no parque. A partir dessa investigação, se desenvolveu outros trabalhos de monitoramento na tentativa de identificar outros envolvidos.

Cristiani Azanha

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