Polícia esclarece como funciona o golpe do pix

Polícia orienta a limitar o limite do pix para evitar grandes transações usando o aparelho furtado ou roubado

Há muito tempo os celulares deixaram de ter apenas a função de fazer ligações. Esses aparelhos ficaram ‘smarts’ e, atualmente, a infinidade de aplicativos aliada à tecnologia facilitou a vida das pessoas. Uma delas é o pix, que com alguns cliques permite pagamentos e transferências bancárias. Se por um lado todas essas facilidades ajudam a dar conta da correria do dia, por outro, os golpistas também estão atentos e se inovam. Por isso, os celulares passaram a ser atrativos para furtos e roubos.

O comandante do 10º BPM/I, tenente-coronel Alexandre Luiz Bergamasco Pedro, disse que de janeiro a junho deste ano, 53 celulares foram furtados ou roubados somente em Piracicaba. “Os aparelhos são vendidos rapidamente no mercado clandestino e, dependendo do caso, são utilizados em golpes”, relatou o Bergamasco.

O Setor de Inteligência da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) conseguiu localizar dois celulares que foram furtados de um restaurante de Piracicaba, em abril deste ano. Os aparelhos foram localizados em São Paulo e São Caetano.

“Alguns minutos após o furto, os celulares foram desbloqueados, os ladrões tiveram acesso aos aplicativos de bancos instalados nos aparelhos e passaram a fazer transferências via pix para contas de “laranjas”, ou contas fantasmas. Aproximadamente R$16 mil foram retirados das contas”, disse o policial.

DICAS
A Deic orienta que todos os dispositivos tem que ter, obrigatoriamente, senha cadastrada; jamais utilizar o recurso de navegadores como salvar senha, ou lembrar senha, pois o acesso de forma automática permite que com um simples click na página facilite a vida também dos golpistas; as senhas não podem ser anotadas em papéis, e-mail, ou WhatsApp, pois o recurso de pesquisa localiza facilmente as senhas; nunca utilizar a mesma senha para diversos aplicativos; esqueça a ideia de usar senhas como data de nascimento de filhos, pais, ou própria, pois a engenharia social consegue obter essas senhas de forma rápida.

O policial disse ainda que os aplicativos de bancos oferecem o método de limitar as transferências diárias do pix. Muitas vezes a subtração ocorre com o aparelho em tela “aberta”, desbloqueado, daí o criminoso ativa um waze ou maps, o que impede do aparelho apagar a tela e passa a acessar outras ferramentas no dispositivo da vítima. Em caso de furto ou roubo do celular avise imediatamente o banco e a polícia.

Cristiani Azanha
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