Polícia Federal prende 7 envolvidos em posse de pornografia infantil

Delegado Julio Monfardini disse que a PF tem investigação pró-ativa (Alessandro Maschio/JP)

A Polícia Federal fechou o cerco contra exploração infantil. Somente em 2021, sete homens foram presos. O delegado Julio Sávio Monfardini explicou que sete pessoas investigadas em exploração sexuais, envolvendo pornografia infantil foram presas na região, das quais cinco foram realizadas em Piracicaba.

“Não há um perfil que mostre alguma homogeneidade, mas podemos afirmar, com base na estatística da Delegacia de Polícia Federal em Piracicaba – cuja área circunscricional agrega 29 municípios -, que as investigações têm demonstrado, como regra, a participação de homens na faixa dos 35 a 50 anos de idade, numa grande porcentagem de casados e com família constituída. Nesses casos, ou seja, quando a investigação identifica a existência de filhos menores residindo com o investigado, é comum solicitarmos apoio aos Conselhos Tutelares municipais, os quais se encarregam de fazer um acompanhamento e monitoramento posterior”, explicou o delegado.

Segundo ele, a Polícia Federal tem investido na capacitação e destinação de policiais para a atuação no combate aos crimes de exploração sexual envolvendo pornografia infantil. “São policiais dedicados nesse tipo de atuação por meio de investigação pró-ativa. A apuração começa aqui com a troca de informações com a Interpol e outras forças. Essas equipes atuam em inquéritos bem instruídos”.

O delegado explicou que a PF atua nos casos que envolvem a chamada internacionalidade da conduta, ou seja, as situações envolvendo duas pessoas, ou mesmo um grupo de pessoas determinado, por exemplo, de um grupo de WhatsApp ou comunidade fechada do Facebook, pertencem à Justiça Estadual e, por consequência, a atribuição constitucional para a investigação cabe à Polícia Civil. A Polícia Federal encarrega-se dos casos que envolvem, como regra, a disseminação/compartilhamento indiscriminado de material de conteúdo pornográfico infanto-juvenil. Casos envolvendo o compartilhamento desse material por meio de programas do tipo P2P, no caso, Shareaza, E-mule e Torrent, esses sim estão afetos à Justiça Federal e, por consequência, à Polícia Federal.

Monfardini explicou que os pais devem participar da vida social dos filhos. “Eu, como pai de uma menina de 16 anos, sei perfeitamente que é difícil, mas certamente é o melhor caminho”, enfatizou o delegado.

DENÚNCIAS
A denúncia para esse tipo de crime pode ser feita pelos menos canais conhecidos da população, por exemplo, o Disque-Denúncia 181 ou pessoalmente nas delegacias de polícia.

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Cristiani Azanha
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