A Polícia Federal usará pela primeira vez e de forma integrada com todos os estados brasileiros, os drones para prevenção e repressão de crimes eleitorais. O equipamento já é usado pela instituição em operações e investigações.

O delegado Júlio Sávio Monfadini, da Delegacia da PF de Piracicaba explicou que a polícia tem atuação com foco a minimizar as abordagens, contato social com pessoas que não necessitam de intervenção neste período de pandemia da covid-19. “Já nos casos de repressão, usaremos os arquivos de áudio, vídeo e imagens em eventuais inquéritos policiais ou termos circunstanciados para apuração de crimes”, disse o delegado.

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De acordo com a PF, serão utilizados mais de 100 aeronaves remotamente pilotadas como ferramenta para inibir a prática de crimes eleitorais durante o pleito de 2020. Os equipamentos serão alocados em municípios estratégicos em todo o território nacional.

Os drones sobrevoarão as principais zonas eleitorais do país ajudando a fiscalizar e combater crimes como boca de urna e transporte de eleitores. Tais equipamentos trazem tecnologia de ponta e são capazes de tornarem-se imperceptíveis ao voar em elevada altitude.

Equipamento será usado na prevenção e repressão (Amanda Vieira/JP)

O equipamento possui câmeras capazes de realizar zoom suficiente para identificar suspeitos, placas de veículos, entregas de santinhos e situações de compra de votos, com imagens de alta nitidez. As imagens capturadas serão transmitidas a uma equipe da Polícia Federal que estará preparada para monitorar toda as eleições e adotar as medidas cabíveis diante de atividades suspeitas. Assim, diante de algum flagrante de crime eleitoral, policiais se deslocarão, imediatamente, para o local indicado para prender os suspeitos, que serão conduzidos para a delegacia, onde serão tomadas as providências pertinentes.

DIREÇÃO GERAL

A instituição informou que a ação vai ao encontro das orientações da direção geral da Polícia Federal, no sentido de utilizar novas tecnologias para prevenir e reprimir ações delituosas. Com isso a instituição visa cumprir seu mister constitucional de polícia judiciária eleitoral e mostrar que está preparada para combater os crimes eleitorais, garantindo um pleito seguro para que os cidadãos possam exercer o seu direito de sufrágio dentro da legalidade.

DENÚNCIAS

Monfadini orientou que as denúncias podem ser feitas por meio do aplicativo Pardal, que está disponível no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). “As denúncias são recebidas e encaminhadas ao Juízo Eleitoral da área”, explicou o delegado.

Cristiani Azanha

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