Polvos de crochê são doados à UTI Neonatal da Santa Casa

Bebês recebem dois polvos e, na alta, levam para casa (Foto: Divulgação)

Lindos e coloridos, eles podem aumentar a sensação de conforto e segurança aos prematuros internados na UTI Neonatal da Santa Casa de Piracicaba. São os polvos de crochê, confeccionados por voluntárias com a proposta de proporcionar aos bebês, sensação semelhante àquela que sentiam quando ainda estavam no útero da mãe, uma vez que os tentáculos podem simular o contato do bebê com o cordão umbilical.

“Tem sido uma experiência maravilhosa contribuir para o bem-estar e para a qualidade de vida desses bebês, que chegam a permanecer por até três meses na incubadora”, disse Idair Orsi Rizzolo, 83, que recentemente produziu e doou 30 polvinhos à Instituição com apoio das amigas Maria Neusa, Marli, Cláudia e Elisabeth.

Maiby Marocco Parazzi, enfermeira coordenadora da UTI Neonatal e da UTI Pediátrica da Santa Casa revela que, apesar de não existir estudos científicos que comprovem o efeito que o polvo exerce no recém-nascido, os inúmeros relatos e a possibilidade de “dar certo”, estimulou a implantação, em 2017, do projeto polvo no Hospital.

“O polvo ajuda a criar um ambiente lúdico na UTI que, naturalmente, acaba se tornando um ambiente frio”, observa Maiby. Ela lembra que a incubadora é um local aquecido onde o bebê permanece envolto aos rolos e tecidos e que o polvo traz mais aconchego a este espaço.

Segundo Maiby, para iniciar o projeto, a equipe adaptou a ideia do polvo de crochê, para que ele se tornasse um objeto seguro para os bebês. “Para garantir a higienização interna e externa, o polvo é feito com espuma siliconada, fio 100% algodão e pontos bem juntinhos”, conta a enfermeira, lembrando que os polvos são lavados e esterilizados uma vez por semana.

Maiby revela que, além das crocheteiras Dona Iolanda, Fátima, Dona Dionete e Dona Idair, o Projeto Polvo na Santa Casa conta a imprescindível parceria da Loja Tear. “Nós orientamos quanto aos detalhes do modelo e elas executam tudo com conhecimento e muito carinho”, disse.

Ela conta que o projeto foi instituído há cerca de três anos no Hospital e, nesse período, tem sido possível observar que o polvo realmente ajuda a acalmar os bebês. “Para que a criança nunca fique sem o polvo, ela ganha dois; e quando tem alta, leva ambos para casa”, disse ao reforçar que o objeto, além de diminuir o estresse do recém-nascido na UTI Neonatal, também é utilizado na UTI Pediátrica como brinquedo lúdico.

“Os polvos fazem parte de um projeto maior, o Filhos Valentes, implantado com o objetivo de tornar o ambiente de UTI mais humanizado para melhor acolher as crianças e seus pais em momentos difíceis”, conta lembrando que o estado permanente de estresse na UTI eleva a ansiedade e provoca apreensão, o que levou a equipe implantar também os projetos Mãe Canguru e Filhos Valentes que oferecem suporte às famílias.