Ponto de Cultura exibe o nacional “Bacurau”

Sucesso nos circuitos alternativos de cinema do Brasil e também exibido com êxito pelo mundo, ‘Bacurau’ ganha uma sessão gratuita nesta sexta-feira (28), às 20h, no Ponto de Cultura Arte Garapa.

Bacurau é um filme brasileiro de 2019, dos gêneros drama, faroeste, terror gore, fantasia e ficção científica, escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Foi produzido por Emilie Lesclaux, Saïd Ben Saïd e Michel Merkt e estrelado por Sônia Braga, Udo Kier e Bárbara Colen. O título do filme é o apelido do último ônibus da madrugada no Recife, e a origem do nome vem de uma ave de hábitos noturnos comum nos sertões brasileiros, que era chamada pelos povos tupis de wakura’wa.

A produção conquistou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2019, tornando-se o segundo filme brasileiro da história a ser laureado no certame geral, após O Pagador de Promessas (1962) de Anselmo Duarte.[3][4] Além de ter sido premiado em diversos festivais de cinema, o filme foi selecionado para mostras principais de festivais não competitivos prestigiados mundialmente, como o Festival de Nova Iorque (NYFF)

A exibição de ‘Bacurau’, conta Antônio Chapéu, do Ponto de Cultura Arte Garapa, entra no contexto do projeto do Andaime 3.3, projeto que tem apoio do Proac. “O ponto foi contemplado ano passado, que prevê várias atividades ao longo deste ano, com uma programação intensa, de filmes, a teatros e outras atividades culturais”, ele destaca.

A programação no Garapa deste ano começou com a apresentação de teatro do grupo Contadores de Mentira, em fevereiro. “Bacurau agora abre o ciclo de exibições, que acontecerão mensalmente no Garapa”, revela Chapéu.

Chapéu também comenta sobre a escolha deste filme nacional. “Vamos exibir filmes atuais e que trazem discussões sobre o que acontece no país. É um espaço de todos, de debate”. Excepcionalmente neste não terá conversa e debate. “Mas nas demais, sim”, afirma.

Sobre o projeto contemplado pelo Proac, Chapéu fala que viabiliza um rico processo de atividades, e é uma forma de manter o espaço. “Temos, claro, dificuldades para mantê-lo aberto, mas conta com ajuda do público e artistas da cidade. E um projeto assim dá um fôlego para existir e continuar promovendo atividades, além de continuar acreditando que a cultura é uma forma de trazer à tona de conversar sobre coisas que acontecem no país”.

Erick Tedesco ([email protected])