Bebê é o primeiro filho do casal Gideon e Bruna. (Crédito: Amanda Vieira/JP)

O lavador de caminhões Gideon César Silva Muniz viveu uma experiência diferente na madrugada da última quinta-feira. Após voltar de uma consulta médica com a esposa, a dona de casa Bruna Caroline Santos Cherubim, grávida de nove meses do primeiro filho do casal, ele foi surpreendido com o rompimento da bolsa e viu a esposa entrar em trabalho de parto.


Sem saber o que fazer, o pai ligou para o Corpo de Bombeiros e foi informado que a viatura demoraria para chegar à casa da família, no Bosques dos Lenheiro.


“Chamei minha sogra para me ajudar e continuei com o bombeiro ao telefone, me pedindo calma e me explicando o que fazer”, contou.
Muniz disse que ficou mais desesperado quando viu a cabeça da criança. Ele disse que chegou a tentar empurrar a criança de volta para a barriga na tentativa de aguardar até que o socorro chegasse.


“Cada vez que eu empurrava ele voltava com mais força, até que o bombeiro me orientou como fazer e a criança saiu”, contou.


Outra onda de desespero tomou o pai quando percebeu que o bebê não chorava e estava com o cordão umbilical em volta do pescoço. “Ele (bombeiro) mandou eu mexer e dar umas palmadinhas, foi aí que ele chorou”, disse.


O lavador disse que, um minuto após o parto, chegaram viaturas do Samu (Serviço Móvel de Urgência). O cordão foi cortado pelos profissionais que constataram que mãe e filho (e o pai assustado) estavam bem.

Bruna Caroline e o filho Lucas estão no HFC e passam bem. (Crédito: Amanda Vieira/JP)


Bruna e o filho, Lucas Davi, foram levados à maternidade do HFC (Hospital dos Fornecedores de Cana), onde foram recebidos pela mesma médica que, uma hora antes, tinha consultado a mãe e descartado o nascimento da criança.


“Ela ficou surpresa e sem graça, pois tinha dito que minha esposa estava com pouca dilatação e que o bebê não estava pronto para nascer”, lembrou o pai.


Segundo Muniz, a esposa estava com dores e precisou colocá-la numa cadeira de rodas. A médica teria dito que não precisava de cadeira de rodas e que ‘aquilo era um exagero’.


Após a consulta, a gestante foi liberada e enviada para casa, onde o bebê nasceu. O HFC informou ontem que a paciente foi avaliada e não estava em trabalho de parto. Porém, por se tratar de sua segunda gravidez, o trabalho de parto pode evoluir rapidamente. “O bebê e a mãe passam bem”, informou em nota.

Beto Silva

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