Preço do diesel e da gasolina nas refinarias sobe até 5%

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Preço na bomba da gasolina e diesel deve ser sentido na próxima semana | Foto: Arquivo/Agência Brasil

A Petrobrás reajustou em 5% o valor da gasolina e em 4% o óleo diesel S10 e S500, com vigência a partir de ontem. Com a medida, o preço médio da gasolina da Petrobras vendida para as distribuidoras aumentou R$ 0,09 e passou a R$ 1,84 por litro.

No acumulado do ano, houve redução de 4,1% no preço da gasolina. Segundo a estatal, em 2020 foram feitos 41 reajustes nesse combustível, sendo 20 aumentos e 21 reduções no valor.

Para o óleo diesel, o valor para as distribuidoras aumentou R$ 0,08, chegando a R$ 2,02 por litro. O diesel acumula queda de 13,2 % no ano, em um total de 32 reajustes, com 17 aumentos e 15 reduções no valor.

Augusto César Máfia, diretor regional do Recap (Sindicato dos donos de postos de combustível), afirma que o reajuste já atingiu os estabelecimentos de Piracicaba. “Quem recebeu combustível hoje (ontem), já recebeu uma carga com valor mais alto”, revela.

Máfia prevê que este aumento, ao consumidor, seja de ao menos R$ 0,10. “A maioria dos postos da cidade devem subir os valores da tabela da bomba apenas na próxima semana, já que o consumo tende a ser menor neste período de festas de fim de ano. E também depende do estoque de cada estabelecimento”.

Atualmente, segundo o dirigente patronal, o preço médio do litro da gasolina em Piracicaba é de R$ 4,29, ou seja, com o reajuste, o consumidor pagará cerca de R$ 4,39/litro.

Para o economista Bruno Pissinato, professor da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), o efeito deste aumento é diversificado. “São diversos fatores neste processo até chegar ao consumidor. O repasse não é imediato. Veja, o aumento começou na Petrobras para a distribuidora e ainda precisar chegar à bomba”.

Neste processo, ele ressalta, deve-se levar em conta a margem de distribuição, transporte, impostos e outros aspectos logísticos da cadeia de suprimentos de combustíveis. “Por outro lado, a Petrobras fala que, no acumulado do ano, houve redução do preço da gasolina”.

O economista afirma que este novo aumento é, entretanto, um custo extra ao consumidor. “Demanda, por exemplo, menor utilização do veículo, caso ele for apenas movido a gasolina. Para a frota total flex, uma opção é migrar para o etanol”, pondera Pissinato.

O impacto no orçamento, completa o economista, também depende do quanto a família usa o veículo movido a gasolina. “De outra forma, mesmo que em menor grau, algumas mercadorias são transportadas com veículos movidos a gasolina, o que pode onerar o preço dos produtos”.

Erick Tedesco

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