Prefeito revê abertura de supermercados e outros serviços

Foto: Claudinho Coradini/JP

O prefeito de Piracicaba, Luciano Almeida (DEM), anunciou ontem mudanças no plano de restrição da circulação de pessoas na cidade, que deve entrar em vigor no sábado. Após se reunir com representantes do setor produtivo, o democrata flexibilizou o funcionamento de estabelecimentos como supermercados, farmácias e padarias. Inicialmente, o plano municipal previa o fechamento da maioria do comércio. O prefeito também informou ontem que o feriado de 21 de abril (Tiradentes) foi antecipado para a próxima segunda-feira (29).

Entre as mudanças anunciadas ontem pelo prefeito está o funcionamento das farmácias que segue inalterado durante os nove dias de duração do plano – de 27 de março a 4 de abril. Antes, estava previsto o fechamento no final de semana e no feriado.

Já os supermercados, mercados, varejões, padarias e açougues vão poder funcionar de terça a quinta-feira até as 20h. No sábado, domingo e feriado o atendimento será exclusivo no sistema delivery, também até às 20h.

Os postos de combustíveis também vão atender ao pedido dos representantes do transporte por aplicativo, empresas de delivery e táxi e vão funcionar das 6h às 20h na terça, quarta e quinta-feira, sábado e feriado, fechando no domingo.

De acordo com o presidente da Apaflar (Associação Piracicabana de Alimentação Fora do Lar), Milton Martins, a decisão foi tomada durante reunião com o prefeito e representantes da Apapir (Associação das Padarias de Piracicaba) e da Apas (Associação Paulista de Supermercados).

“Foi observado que o lockdown total por nove dias, com atendimento somente pelo delivery iria causar um colapso no abastecimento em Piracicaba. Nenhum mercado, supermercado ou considerados essenciais, está preparado para atender somente no sistema delivery, o que acarretaria um estrangulamento no atendimento”, apontou Martins.

O presidente da Acipi (Associação Comercial de Piracicaba), Luiz Carlos Furtuoso, defendeu que os dias fechados sejam compensados com a abertura em feriados municipais. “Só uma parte da sociedade arcar com o ônus fica desigual, temos de ser humanos e justos nesse momento”, afirmou.

Beto Silva
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